... quais devem ser os limites da liberdade de expressão?
Escrevo em testamento este poema.Que ele tenha, na angústia com que o ligo, O brilho rutilante duma gema achada nos farrapos de um mendigo. Ao vesperal crespúsculo da vida e sob o olhar é que o componho; Erguendo assim, por minha despedida,O último escalão dum alto sonho. Este poema é dedicado a todos os que como eu tiveram um grande sonho.
sábado, 4 de fevereiro de 2006
terça-feira, 31 de janeiro de 2006
Senhores Professores de Português

Muito se fala por aí que as pessoas na net dão muitos erros, até em tom brejeiro é costume ridicularizar quem por descuido dá um erro ortográfico, mas o texto que a seguir transcrevo, que me foi fornecido por uma amiga, contém erros ortográficos dados pelos alunos do ensino superior. De quem será a culpa?
Aqui vai...
Adecuados, presuazão, ao paço que, armonia, intensão, reconseção, objectivos demorosos, atensão, tra-rá, encantalos, humoral, prossedimentos, concorrençia, nesseçarios, precionado, alucação, deslacharem/desleixamentos, prosseguição, disturpação da informação, extende, execussão, conscialização, tem haver com, os próprios outputs onde ser reinvestidos, circuncisão administrativa...
Mas a mais fantástica, aquela que leva a Palma de Ouro é... (rufar dos tambores)
“A teoria da contingência convagina-se com a existência da tecnologia, ou seja, com a abertura comei-o ambiente...”
Eu sei que parece inacreditável, mas esta frase foi escrita por uma aluna do primeiro ano de um curso da área de ciências económico-sociais! Quando ouço falar em reforma educativa, alterações do currículo, formação de professores, etc. tudo isso soa distante, burocrático e cheio de boas intenções. Objectivamente, mais de 50% dos meus alunos não sabem escrever correctamente e esse facto afecta a forma como expressam os conteúdos da disciplina. Compreendo as boas intenções de políticos, administradores, educadores, entre outros, mas, sinceramente, há algo profundamente errado no sistema educativo quando os alunos deixam o ensino secundário sem saberem escrever...
quinta-feira, 26 de janeiro de 2006
"DEUS CARITAS EST"

18. Revela-se, assim, como possível o amor ao próximo no sentido enunciado por Jesus, na Bíblia. Consiste precisamente no facto de que eu amo, em Deus e com Deus, a pessoa que não me agrada ou que nem conheço sequer. Isto só é possível realizar-se a partir do encontro íntimo com Deus, um encontro que se tornou comunhão de vontade, chegando mesmo a tocar o sentimento. Então aprendo a ver aquela pessoa já não somente com os meus olhos e sentimentos, mas segundo a perspectiva de Jesus Cristo. O seu amigo é meu amigo. Para além do aspecto exterior do outro, dou-me conta da sua expectativa interior de um gesto de amor, de atenção, que eu não lhe faço chegar somente através das organizações que disso se ocupam, aceitando-o talvez por necessidade política. Eu vejo com os olhos de Cristo e posso dar ao outro muito mais do que as coisas externamente necessárias: posso dar-lhe o olhar de amor de que ele precisa. Aqui se vê a interacção que é necessária entre o amor a Deus e o amor ao próximo, de que fala com tanta insistência a I Carta de João. Se na minha vida falta totalmente o contacto com Deus, posso ver no outro sempre e apenas o outro e não consigo reconhecer nele a imagem divina. Mas, se na minha vida negligencio completamente a atenção ao outro, importando-me apenas com ser « piedoso » e cumprir os meus « deveres religiosos », então definha também a relação com Deus. Neste caso, trata-se duma relação « correcta », mas sem amor. Só a minha disponibilidade para ir ao encontro do próximo e demonstrar-lhe amor é que me torna sensível também diante de Deus. Só o serviço ao próximo é que abre os meus olhos para aquilo que Deus faz por mim e para o modo como Ele me ama. Os Santos — pensemos, por exemplo, na Beata Teresa de Calcutá — hauriram a sua capacidade de amar o próximo, de modo sempre renovado, do seu encontro com o Senhor eucarístico e, vice-versa, este encontro ganhou o seu realismo e profundidade precisamente no serviço deles aos outros. Amor a Deus e amor ao próximo são inseparáveis, constituem um único mandamento. Mas, ambos vivem do amor preveniente com que Deus nos amou primeiro. Deste modo, já não se trata de um « mandamento » que do exterior nos impõe o impossível, mas de uma experiência do amor proporcionada do interior, um amor que, por sua natureza, deve ser ulteriormente comunicado aos outros. O amor cresce através do amor. O amor é « divino », porque vem de Deus e nos une a Deus, e, através deste processo unificador, transforma-nos em um Nós, que supera as nossas divisões e nos faz ser um só, até que, no fim, Deus seja « tudo em todos » (1 Cor 15, 28).Adenda: podem ler o resumo desta encíclica (em português) aqui. (via O Insurgente)
Bento XVI, Carta Encíclica, "Deus Caritas Est" (um excerto)
segunda-feira, 23 de janeiro de 2006
Parabéns Sr. professor
quinta-feira, 19 de janeiro de 2006
Estas palavras valem o meu voto

“Considero dever do Presidente da República empenhar-se para que sejam ouvidos os legítimos anseios e os direitos dos grupos mais vulneráveis da nossa sociedade, como os deficientes, os idosos, os reformados, os desempregados e aqueles que, por não pertencerem a grupos organizados, não conseguem encontrar quem os defenda e alerte para as suas dificuldades”,
Na sua intervenção, Cavaco Silva cumpriu o que tem prometido. Não se desviou em nada do rumo que definiu. Lembrou que Portugal está em dificuldades, que existe uma grande preocupação com o futuro. E foi por isso que sentiu o "imperativo de consciência para se candidatar". Para levar Portugal para "o caminho do progresso, do sucesso", para que "as novas gerações não recebam uma herança muito pesada". "É possível. Sei que os portugueses são capazes".
Subscrever:
Mensagens (Atom)
