quinta-feira, 9 de fevereiro de 2006

Carinho de amigas

Tenho um grupo de amigas fantásticas que de 15 em 15 dias se junta para um chá e uma vez por mês se reúne num jantar. Eu tenho quase sempre conseguido escapar-me de ir aos convívios, porque adoro estar em casa, claro que encontrando sempre uma desculpa válida.



Mas, no último jantar realizado, elas preparam-me uma partida, que redundou em eu não conseguir escapar, caí que nem patinha, e lá tive de ir ao jantar, de sair da toca onde me costumo isolar. Mas foi fantástico, adorei ter ido. Ali ninguém fala de ninguém a não ser para contar anedotas (bem picantes, convenhamos), o que dá sempre origem a gargalhadas bem gostosas. São mulheres de bem com a vida, onde um amigo é um tesouro. Todas têm famílias, filhos, maridos, mas nesse dia têm folga.
Era a minha primeira vez, logo tive de passar pela praxe, que consistiu em beber meio cálice de bagaço! Ai o estado em que ficaram a minha boca e garganta...
Eu levei o meu pc portátil e escrevi um poema para elas, lido na hora, ao que elas responderam com uma grande salva de palmas.



Depois de jantar e de umas quantas anedotas e uma boas gargalhadas, terminamos o convívio a cantar em coro a canção “You needed me”, da Anne Murray, que neste momento é a musica de fundo do meu Crepúsculo.



Nesse grupo existem mulheres de vários quadrantes profissionais: médicas, advogadas, professoras universitárias, professoras do secundário (em maioria), secretárias, contabilistas (onde eu me incluo), empresárias de moda, uma empregada comercial e duas donas de casa.
São mulheres maravilhosas, ninguém condena ninguém ou está contra ninguém, qualquer coisa saída da boca delas é um gracejo ou uma anedota, admiram-se umas ás outras, não existe inveja, ou ódios contra seja quem for, a opinião de cada uma é para respeitar.

O jantar foi num restaurante que pertence ao meu irmão, "O Retiro do Caçador". A comida esteve deliciosa. Foram servidos um "Arroz no forno" e um "Cabrito à padeiro".
Gostei muito de ter ido ao jantar. É um grupo muito bom e sinto-me feliz por fazer parte dele.

sábado, 4 de fevereiro de 2006

terça-feira, 31 de janeiro de 2006

Senhores Professores de Português



Muito se fala por aí que as pessoas na net dão muitos erros, até em tom brejeiro é costume ridicularizar quem por descuido dá um erro ortográfico, mas o texto que a seguir transcrevo, que me foi fornecido por uma amiga, contém erros ortográficos dados pelos alunos do ensino superior. De quem será a culpa?

Aqui vai...

Adecuados, presuazão, ao paço que, armonia, intensão, reconseção, objectivos demorosos, atensão, tra-rá, encantalos, humoral, prossedimentos, concorrençia, nesseçarios, precionado, alucação, deslacharem/desleixamentos, prosseguição, disturpação da informação, extende, execussão, conscialização, tem haver com, os próprios outputs onde ser reinvestidos, circuncisão administrativa...

Mas a mais fantástica, aquela que leva a Palma de Ouro é... (rufar dos tambores)

“A teoria da contingência convagina-se com a existência da tecnologia, ou seja, com a abertura comei-o ambiente...”

Eu sei que parece inacreditável, mas esta frase foi escrita por uma aluna do primeiro ano de um curso da área de ciências económico-sociais! Quando ouço falar em reforma educativa, alterações do currículo, formação de professores, etc. tudo isso soa distante, burocrático e cheio de boas intenções. Objectivamente, mais de 50% dos meus alunos não sabem escrever correctamente e esse facto afecta a forma como expressam os conteúdos da disciplina. Compreendo as boas intenções de políticos, administradores, educadores, entre outros, mas, sinceramente, há algo profundamente errado no sistema educativo quando os alunos deixam o ensino secundário sem saberem escrever...

quinta-feira, 26 de janeiro de 2006

"DEUS CARITAS EST"


18. Revela-se, assim, como possível o amor ao próximo no sentido enunciado por Jesus, na Bíblia. Consiste precisamente no facto de que eu amo, em Deus e com Deus, a pessoa que não me agrada ou que nem conheço sequer. Isto só é possível realizar-se a partir do encontro íntimo com Deus, um encontro que se tornou comunhão de vontade, chegando mesmo a tocar o sentimento. Então aprendo a ver aquela pessoa já não somente com os meus olhos e sentimentos, mas segundo a perspectiva de Jesus Cristo. O seu amigo é meu amigo. Para além do aspecto exterior do outro, dou-me conta da sua expectativa interior de um gesto de amor, de atenção, que eu não lhe faço chegar somente através das organizações que disso se ocupam, aceitando-o talvez por necessidade política. Eu vejo com os olhos de Cristo e posso dar ao outro muito mais do que as coisas externamente necessárias: posso dar-lhe o olhar de amor de que ele precisa. Aqui se vê a interacção que é necessária entre o amor a Deus e o amor ao próximo, de que fala com tanta insistência a I Carta de João. Se na minha vida falta totalmente o contacto com Deus, posso ver no outro sempre e apenas o outro e não consigo reconhecer nele a imagem divina. Mas, se na minha vida negligencio completamente a atenção ao outro, importando-me apenas com ser « piedoso » e cumprir os meus « deveres religiosos », então definha também a relação com Deus. Neste caso, trata-se duma relação « correcta », mas sem amor. Só a minha disponibilidade para ir ao encontro do próximo e demonstrar-lhe amor é que me torna sensível também diante de Deus. Só o serviço ao próximo é que abre os meus olhos para aquilo que Deus faz por mim e para o modo como Ele me ama. Os Santos — pensemos, por exemplo, na Beata Teresa de Calcutá — hauriram a sua capacidade de amar o próximo, de modo sempre renovado, do seu encontro com o Senhor eucarístico e, vice-versa, este encontro ganhou o seu realismo e profundidade precisamente no serviço deles aos outros. Amor a Deus e amor ao próximo são inseparáveis, constituem um único mandamento. Mas, ambos vivem do amor preveniente com que Deus nos amou primeiro. Deste modo, já não se trata de um « mandamento » que do exterior nos impõe o impossível, mas de uma experiência do amor proporcionada do interior, um amor que, por sua natureza, deve ser ulteriormente comunicado aos outros. O amor cresce através do amor. O amor é « divino », porque vem de Deus e nos une a Deus, e, através deste processo unificador, transforma-nos em um Nós, que supera as nossas divisões e nos faz ser um só, até que, no fim, Deus seja « tudo em todos » (1 Cor 15, 28).

Bento XVI, Carta Encíclica, "Deus Caritas Est" (um excerto)


Adenda: podem ler o resumo desta encíclica (em português) aqui. (via O Insurgente)

segunda-feira, 23 de janeiro de 2006

Parabéns Sr. professor



Muitos parabéns Sr.Prof. Cavaco Silva pela sua extraordinária vitória. Lutou contra 5 candidatos a dizer mal de V. Exa o seu carisma venceu a hipocrisia e infâmia. A sua vitória é a vitória de Portugal e de todos os Portugueses. Viva Portugal!