terça-feira, 11 de abril de 2006

Pergunta (7)



Qual é a melhor recordação que têm da vossa infância?

segunda-feira, 3 de abril de 2006

Eu não acredito e ponto final!


Meus amigos: uso o meu blog como uma página onde não gosto de colocar temas que me desagradam, ou seja, que não estão de acordo com a minha maneira de estar na vida.
Hoje quero falar-vos de uma situação que parece que surge aqui na blogsfera e que eu não acho bem. È o seguinte: Tenho lido, por aqui e por ali, que existem pessoas que fingem sentimentos dramáticos! Li, até, a forma em como o bloguer deve proceder para ter presas a si as pessoas condoídas com a sua dor…Acho isso degradante, de muito baixo gosto. A ser sincera, e já cá ando vai para 6 anos, nunca me apercebi de tal situação em lado algum. Acho muito bem que quem se sente mal emocionalmente use o seu canto para ser acarinhado pelos amigos virtuais. Eu já o tenho feito. Não vejo mal nenhum em buscar apoio a todos os lados possíveis. Estes são ainda melhores, pois não nos acusam de nada, só nos lêem e dão carinho ao jeito de cada um, e eu fico sempre muito grata. Por isso fico sempre com uma dívida com quem me dá apoio.
Desculpem o desabafo.
Falamos nele aquilo que achamos que devemos.
Não acredito, e durante os meus anos pela net já vi muita coisa, muita e desagradável até, mas alguém a fingir dor sem a sentir, eu e de todo nunca vi.
Mas em nome de quê fingir dor? Para ter muitos comentários? Isso não dá dinheiro e não é preciso, pois para ter muitos comentários é só visitar outros blogs, pois eles retribuem . Compaixão? Só uma pessoa doente quer que tenham compaixão dela, e se é uma pessoa doente precisa de ser ajudada e deveríamos ajudá-la! Eu, por muitos blogs que tenha visitado, nunca encontrei tal situação e custa-me acreditar nisso. A ser verdade sentiria demasiada vergonha por pertencer a um grupo de embustes. Eu nunca tive conhecimento de ninguém que se fizesse passar por sentimentos dramáticos e, se tivesse, teria pena dessa pessoa, pois sabia que ela não estava bem e que precisava de ser por nós ajudada. Ninguém mentalmente saudável faria tal coisa. E, mais, lamento a inveja que existe aqui na blogsfera - graças a Deus comigo não, pois eu adoro o meu blog - mas ao meu jeito é lindo e escrevo coisas que me chocam no dia a dia, e escrevo para os amigos que aqui arranjei, escrevo porque dou um grito, porque atiro a minha revolta para o meu cantinho. Eu e a minha querida amiga Elise temos um blog nosso com sentimento e com muita dignidade.
Obrigado a todos por me lerem!

quinta-feira, 30 de março de 2006

Pergunta (6)


Bosch, Hieronymus: Paradise and Hell

Se tivessem realmente a certeza de que o Paraíso e o Inferno existem, o que mudavam na vossa vida?

segunda-feira, 27 de março de 2006

Porquê eles meu Deus!

Olá meus queridos amigos,
Depois do post anterior nada mais me ocorre a não ser este poema do Augusto Gil.
Faço das dele minhas palavras e pergunto a Deus, porquê eles!

BALADA DA NEVE

Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.


É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho...


Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.


Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria...
- Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!


Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho...



Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança...


E descalcinhos, doridos...
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!...


Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!...
Porque padecem assim?!...


E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
- e cai no meu coração

terça-feira, 21 de março de 2006

O meu grito de dor!

Olá amigos
Hoje venho ter um desabafo com vocês. Cansei-me, estou farta, estou completamente transtornada com o que se passa com as crianças do meu país principalmente os mais pequeninos, os sem voz.


Afinal onde está o povo de brandos costumes que diziam existir em Portugal, onde pára o bom povo Português? Que são pobres, dizem! E no passado não havia pobres, mais pobres ainda? Fico petrificada, aterrorizada com as noticias que, de há uns tempos a esta parte, falam sobre as nossas crianças, as nossas flores. Se Portugal é um jardim florido eu digo que as flores do meu país são as crianças.

Triste constatação a minha é a de que um bebé ou é amado desde o momento da concepção ou é um alvo a abater. Lamentavelmente é isso que se passa: avós que matam netos, pais e mães que matam filhos, pais ou mães que os maltratam violam.
Que horror o de uma criança de 6 meses, (meu Deus) quantas haverá na mesma situação a quem o pai parte os braços com apenas 2 meses de idade, e com 5 meses tem 6 costelas e uma perna fracturadas e os bracinhos em recuperação por terem sido partidos e a quem nem sequer assistência médica foi prestada. E o pai para se libertar da culpa faz uma gravação com a outra filha mais velha, com 5 anos, a espancar a bebé. Pode ser isto no país dos tais brandos costumes?.





Onde param os vizinhos, onde param os familiares desta criança? Eu quero que se lixem as assistente sociais, pois elas são apenas nossas funcionárias e se estão a fazer um trabalho mal feito vamos lutar contra elas. Mas eu pergunto se nos locais onde existem crianças a sofrer não existe ninguém consciente que oiça os gritos da criança (raios), como aquela tia que lava as mãos como Pilatos.Porque por não falarem deveriam ir todos presos, até os vizinhos. Tanta porcaria para não engravidarem e o nosso país está a ficar com uma população envelhecida. Ninguém liga ás crianças e uns tem tudo até ao exagero, outros, tristemente, até morrem á fome como foi o caso de uma criança que no ano que passou tinha 6 meses e a mãe metia-lhe um biberão na boca e deixava-a ficar sozinha.
Tantas vezes foi assim ou, segundo relato dela, era sempre assim...até que um dia, quando passadas 8 horas, foi ver o bebé, porque naquele dia ainda não tinha chorado, "a cabra" foi ao quarto e contou aos jornalistas com a ar mais cândido do mundo: Ele ainda estava "quentinho" quando lá cheguei, mas já viram que eu não o matei quero é que resolvam isto depressa… Como ela disse, já estava morta e raios partam a mãe, pensam que ia trabalhar? Nada disso.

Ia era para a sala jogar consola, ouvir musica e fumar.

A criança estava entranhada em porcaria até aos olhos. Que era feito desta família que não sabia que esta mãe tinha um bebé e que por acaso a tia, que vivia lá ao lado e que se prontificou para falar à televisão nem tentou saber do bebé, ou comunicar a quem de direito... não nada. Neste País dos ditos brandos costumes existe algum castigo por ser negligente? E quem está preso por esse crime? Ninguém. Maldito povo dos brandos costumes.
Pensam gastar milhões em campanhas a favor do aborto! Alguém tem medo de um bebé? Acho que o povo dos brandos costumes tem sim, muito medo dos bebés.
Não tem a ver com a pobreza, tem a ver com a falta de sentimentos neste Portugal moderno.
Tudo pensa em matar as nossas crianças e eu dou um grito de aflição por elas :SOCORRO!!! Acudam a quem não sabe fugir. Não são só as arvores das florestas, são as nossas amadas crianças também...Estou horrorizada. Malditos carniceiros.