sexta-feira, 14 de abril de 2006

Minuto de silencio pela morte de Jesus, hoje, 15h00


Hoje foi pendurado no madeiro
Aquele que pendurou a terra sobre as águas.

Uma coroa de espinhos foi colocada
sobre a cabeça do Rei dos Anjos.
Aquele que revestiu o céu com as nuvens
foi revestido de falsa púrpura.
Aquele que libertou Adão, no Jordão,
recebeu uma bofetada.
O Esposo da Igreja foi pregado com cravos
e o Filho da Virgem teve o lado aberto com uma lança.

Adoremos a tua Paixão, ó Cristo.
Mostra-nos pois, a tua Ressurreição gloriosa.

terça-feira, 11 de abril de 2006

Pergunta (7)



Qual é a melhor recordação que têm da vossa infância?

segunda-feira, 3 de abril de 2006

Eu não acredito e ponto final!


Meus amigos: uso o meu blog como uma página onde não gosto de colocar temas que me desagradam, ou seja, que não estão de acordo com a minha maneira de estar na vida.
Hoje quero falar-vos de uma situação que parece que surge aqui na blogsfera e que eu não acho bem. È o seguinte: Tenho lido, por aqui e por ali, que existem pessoas que fingem sentimentos dramáticos! Li, até, a forma em como o bloguer deve proceder para ter presas a si as pessoas condoídas com a sua dor…Acho isso degradante, de muito baixo gosto. A ser sincera, e já cá ando vai para 6 anos, nunca me apercebi de tal situação em lado algum. Acho muito bem que quem se sente mal emocionalmente use o seu canto para ser acarinhado pelos amigos virtuais. Eu já o tenho feito. Não vejo mal nenhum em buscar apoio a todos os lados possíveis. Estes são ainda melhores, pois não nos acusam de nada, só nos lêem e dão carinho ao jeito de cada um, e eu fico sempre muito grata. Por isso fico sempre com uma dívida com quem me dá apoio.
Desculpem o desabafo.
Falamos nele aquilo que achamos que devemos.
Não acredito, e durante os meus anos pela net já vi muita coisa, muita e desagradável até, mas alguém a fingir dor sem a sentir, eu e de todo nunca vi.
Mas em nome de quê fingir dor? Para ter muitos comentários? Isso não dá dinheiro e não é preciso, pois para ter muitos comentários é só visitar outros blogs, pois eles retribuem . Compaixão? Só uma pessoa doente quer que tenham compaixão dela, e se é uma pessoa doente precisa de ser ajudada e deveríamos ajudá-la! Eu, por muitos blogs que tenha visitado, nunca encontrei tal situação e custa-me acreditar nisso. A ser verdade sentiria demasiada vergonha por pertencer a um grupo de embustes. Eu nunca tive conhecimento de ninguém que se fizesse passar por sentimentos dramáticos e, se tivesse, teria pena dessa pessoa, pois sabia que ela não estava bem e que precisava de ser por nós ajudada. Ninguém mentalmente saudável faria tal coisa. E, mais, lamento a inveja que existe aqui na blogsfera - graças a Deus comigo não, pois eu adoro o meu blog - mas ao meu jeito é lindo e escrevo coisas que me chocam no dia a dia, e escrevo para os amigos que aqui arranjei, escrevo porque dou um grito, porque atiro a minha revolta para o meu cantinho. Eu e a minha querida amiga Elise temos um blog nosso com sentimento e com muita dignidade.
Obrigado a todos por me lerem!

quinta-feira, 30 de março de 2006

Pergunta (6)


Bosch, Hieronymus: Paradise and Hell

Se tivessem realmente a certeza de que o Paraíso e o Inferno existem, o que mudavam na vossa vida?

segunda-feira, 27 de março de 2006

Porquê eles meu Deus!

Olá meus queridos amigos,
Depois do post anterior nada mais me ocorre a não ser este poema do Augusto Gil.
Faço das dele minhas palavras e pergunto a Deus, porquê eles!

BALADA DA NEVE

Batem leve, levemente,
como quem chama por mim.
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim.


É talvez a ventania:
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho...


Quem bate, assim, levemente,
com tão estranha leveza,
que mal se ouve, mal se sente?
Não é chuva, nem é gente,
nem é vento com certeza.


Fui ver. A neve caía
do azul cinzento do céu,
branca e leve, branca e fria...
- Há quanto tempo a não via!
E que saudades, Deus meu!


Olho-a através da vidraça.
Pôs tudo da cor do linho.
Passa gente e, quando passa,
os passos imprime e traça
na brancura do caminho...



Fico olhando esses sinais
da pobre gente que avança,
e noto, por entre os mais,
os traços miniaturais
duns pezitos de criança...


E descalcinhos, doridos...
a neve deixa inda vê-los,
primeiro, bem definidos,
depois, em sulcos compridos,
porque não podia erguê-los!...


Que quem já é pecador
sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
porque lhes dais tanta dor?!...
Porque padecem assim?!...


E uma infinita tristeza,
uma funda turbação
entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
- e cai no meu coração