quinta-feira, 18 de maio de 2006

Pergunta (10)



Qual foi o dia mais importante da vossa vida?

sexta-feira, 12 de maio de 2006

Violência entre jovens


Tendo em conta esta notícia (apesar da amostra não ser representativa) decidi criar este post com conselhos para pais de pré-adolescentes ou adolescentes. Como abordar a violência (verbal e/ou física) nas relações entre jovens?

Os valores dos pais são importantes e estes devem fazer perguntas, discutir com os seus filhos as preocupações no que concerne o abuso, o respeito pelos outros e o que são relações saudáveis.
O abuso não é só físico, pode assumir outras dimensões (emocional) quando inclui insultos, ameaças e outras formas de controle (o que vestir, com quem se podem relacionar, etc.).

Primeiro, é preciso que os pais façam uma certa auto-crítica sobre o tipo de relação que têm. Depois é necessário que dialoguem a sério com os seus filhos, ou seja, que estejam preparados para ouvir algo de que não irão gostar. É importante que o desconforto em relação a certos temas não vos afaste dos vossos filhos.

Um factor crítico prende-se com o comportamento dos pais. Se estes se respeitam, acabam por ser um bom modelo para os jovens. E quando há suspeitas de que um (ou uma) adolescente agride fisica e/ou verbalmente o/a namorado/a os pais devem intervir de imediato.

As conversas devem ser intímas, num ambiente descontraído. Assim, serão concerteza mais produtivas e sinceras. Os pais podem partilhar experiências passadas, erros cometidos e o que aprenderam. Mas como é importante manter o vosso papel de progenitor e não de mero amigo, as experiências partilhadas não devem ser as de um passado recente.

O vosso papel não é o de resolver todos os problemas dos vossos filhos, mas o de ouvir atentamente o que eles têm para dizer e providenciar ferramentas que os ajudem a resolver os problemas nas suas relações sem violência verbal ou física.

Há sinais que demonstram que o vosso filho quer falar convosco. Não sai da vossa beira, mas não fala. Ou então simplesmente diz que não se sente bem, apesar de não haver sintomas físicos.

Podem começar com perguntas simples: como estás? como vão as coisas? Se houver resistência, não desistam. Continuem a afirmar que estão ali para ouvir.

Depois podem também fazer perguntas sobre como são as relações dos amigos dos vossos filhos. O que é andar? O que é namorar? Quanto tempo dura um namoro? O que querem os rapazes numa relação? O que querem as raparigas?
Estas perguntas ajudam os pais a perceberem o que os filhos querem numa relação,por exemplo, a duração do compromisso, os papéis associados ao género, etc.

Uma pergunta importante: já viste algum tipo de comportamento abusivo entre namorados? É possível que a noção de abuso por parte de um pai seja diferente da noção de abuso por parte de um jovem.Este pode achar que um insulto não é nada de especial.

Os sinais de abuso são estes:
  • o/a jovem desculpa os comportamentos agressivos do/a companheiro/a;
  • o/a jovem perde interesse nas actividades que lhe davam prazer;
  • o/a jovem torna-se mais isolado/a de amigos e família;
  • o/a namorado/a insulta e rebaixa o/a jovem à frente de outras pessoas;
  • o/a namorado/a é muito ciumento e controla constantemente o que o/a jovem está a fazer, com quem está, o que veste, etc;
  • marcas físicas constantes
Outras perguntas pertinentes: porque ficaria alguém numa relação abusiva? o que torna uma relação saudável? o que fazes se uma amiga tua for vítima de abuso?

E se o vosso filho/a tiver um/a namorado/a perguntem como vai a relação. Quais são as expectativas, quais são os comportamentos aceitáveis, etc.

A família tem várias funções e esta é uma delas. Quebrar o ciclo da violência...

Link útil: APAV

segunda-feira, 8 de maio de 2006

Porque ela é Bipolar

Porque a minha amiga tem este problema, quiz saber o que é, e conhecer como ela reage...Escrevo este post para ti!
relatório medicamente escrito


O transtorno bipolar caracteriza-se pela ocorrrência de episódios de “mania” (caracterizados por exaltação do humor, euforia, hiperatividade, loquacidade exagerada, diminuição da necessidade de sono, exacerbação da sexualidade e comprometimento da crítica) comumente alternados com períodos de depressão e de normalidade. Com certa frequência, os episódios maníacos incluem também irritabilidade, agressividade e incapacidade de controlar adequadamente os impulsos.
As fases maníacas caracterizam-se também pela aceleração do pensamento (sensação de que os pensamentos fluem mais rapidamente), distraibilidade e incapacidade em dirigir a actividade para metas definidas (embora haja aumento da actividade, a pessoa não consegue ordenar as acções para alcançar objectivos precisos). As fases maníacas, quando em seu quadro típico, prejudicam ou impedem o desempenho profissional e as actividades sociais, não raramente expondo os pacientes a situações embaraçosas e a riscos variados (dirigir sem cuidado, fazer gastos excessivos, indiscrições sexuais, entre outros riscos). Em casos mais graves, o paciente pode apresentar delírios (de grandeza ou de poder, acompanhando a exaltação do humor, ou delírios de perseguição, entre outros) e também alucinações, embora mais raramente. Nesses casos, muitas vezes, o quadro clínico é confundido com a esquizofrenia

sexta-feira, 5 de maio de 2006

Pergunta (9)



Qual é a fórmula da felicidade?

domingo, 30 de abril de 2006

Um poema que me enviaram, e decidi partilha-lo



Eu, que sou feio, sólido, leal,
A ti, que és bela, frágil, assustada,
Quero estimar-te, sempre, recatada
Numa existência honesta, de cristal.
Sentado à mesa dum café devasso,
Ao avistar-te, há pouco, fraca e loura,
Nesta Babel tão velha e corruptora,
Tive tenções de oferecer-te o braço.
E, quando socorreste um miserável,
Eu, que bebia cálices de absinto,
Mandei ir a garrafa, porque sinto
Que me tornas prestante, bom, saudável.
"Ela aí vem!" disse eu para os demais;
E pus-me a olhar, vexado e suspirando,
O teu corpo que pulsa, alegre e brando,
A ti, que és ténue, dócil, recolhida,
Via-te pela porta envidraçada;
E invejava, – talvez que o não suspeites! –
Esse vestido simples, sem enfeites,
Nessa cintura tenra, imaculada.
Ia passando, a quatro, o patriarca,
Triste eu saí. Doía-me a cabeça.
Uma turba ruidosa, negra, espessa,
Voltava das exéquias dum monarca.
Adorável! Tu, muito natural,
Seguias a pensar no teu bordado;
Avultava, num largo arborizado,
Uma estátua de rei num pedestal.
Sorriam, nos seus trens, os titulares;
E ao claro sol, guardava-te, no entanto,
A tua boa mãe, que te ama tanto,
Que não te morrerá sem te casares!
Soberbo dia! Impunha-me respeito
A limpidez do teu semblante grego;
E uma família, um ninho de sossego,
Desejava beijar sobre o teu peito.
Com elegância e sem ostentação,
Atravessavas branca, esbelta e fina,
Uma chusma de padres de batina,
E de altos funcionários da nação.
"Mas se a atropela o povo turbulento!
Se fosse, por acaso, ali pisada!"
De repente, paraste embaraçada
Ao pé dum numeroso ajuntamento.
E eu, que urdia estes fáceis esbocetos,
Julguei ver, com a vista de poeta,
Uma pombinha tímida e quieta
Num bando ameaçador de corvos pretos.
E foi, então, que eu, homem varonil,
Quis dedicar-te a minha pobre vida,
Na frescura dos linhos matinais.