sábado, 27 de maio de 2006

A família por nós escolhida!



A Amizade


A amizade é um sentimento que considero fantástico. Perder um amigo é como perder uma jóia muito preciosa. Um amigo para mim é um tesouro de valor incalculável. Nunca me zanguei com um amigo a ponto de destruir a amizade. Posso ficar, por vezes, magoada, e por uns dias um pouco de nariz empinado, mas ao primeiro sinal estou presente e nem lembro mais o motivo da discordia. Não vejo nunca os defeitos dos meus amigos, se é que eles os têm. Respeito as opções de cada um, não gosto muito de dar conselhos ou opiniões e, se me pedem ajuda, estou a 100%, seja para o que for. Sou capaz de abdicar de mim por um amigo. Os amigos são a família que eu escolhi. Como atrás disse, nunca perdi uma amizade. Acho que uma amizade não se pode perder, ou existe ou nunca existiu.
Eu mantenho os meus amigos desde que me conheço como gente. Posso estar afastada e não os ver até durante anos, mas quando nos vemos é aquele abraço, as lágrimas, as recordações. Ser amigo não significa, para mim, ter de estar presente, ou presentear. Numa amizade não se pede nem exige nada, tudo é espontâneo.

Há uns 10, 12 anos que convivo com um grupo de amigas, fantásticas, mulheres maravilhosas, são todas, sem excepção, mulheres realizadas e muito felizes. É reconfortante ouvir as aventuras delas. São mulheres muito viajadas e ainda um destes dias achei uma graça incrível a uma que nos contou a forma como faz o marido perder o medo de viajar. Não vou contar, porque é um tanto louco o que ela faz, mas todas nos rimos a bom rir quando ela nos confidenciou o segredo.

A amizade para mim é algo superior ao amor. Sei que consigo viver com alguém que não ame, mas seria impossível viver ao lado de alguém de quem não fosse amiga. Não gosto, e de todo não admito que me digam mal de um amigo, nem que seja por ciúmeira, porque existe ciúme nos amigos, quem é ciumento é mesmo até nas amizades. Sou protectora, leal, adoro o meu amigo, e não lhe encontro defeitos. Se os tem, e acredito que sim porque todos temos, esses defeitos não me afectam, porque sei aceitar.
Não sou amiga de qualquer pessoa, sou selectiva e o conviver e ser educada, não significa ser amiga. Ser prestável, atenciosa, cortês, ter o dom de bem receber, nada tem a ver com a amizade.

Existe agora uma nova forma de amizade, que é a que aqui arranjamos, e que se dá o nome de “virtual”. Juro que não sei o que quer dizer virtual pois eu gosto daqueles que considero amigos, e já são alguns. Gosto de saber como estão, como lhes vai a vida, estou sempre disponível quando alguém está menos bem.


Uma pétala para cada amigo!


Este post tem como principal mensagem a minha amizade pelo Fernando. Eu gostava dele e sei que ele gostava de mim e que me respeitava. Tínhamos ideias completamente opostas, quer politicas quer religiosas, mas respeitávamo-nos, éramos amigos. A nossa amizade tinha anos. Sempre me tratou com carinho, tal como eu a ele. Agora que nos tínhamos aproximado ainda mais, ele partiu. Não vou respeitar o Fernando mais a partir de agora do que quando ele cá estava, não vou fazer do Fernando um milagreiro, nem vou santificá-lo porque ele partiu.Ele, será sempre o meu amigo que já se foi,por mim irei deixá-lo descansar em paz. Ficará na minha memória, o meu amigo. Vou sentir saudades dos emails dele, das nossas conversas no Messenger, dos escritos dele.

Lamento que tenha partido tão cedo pois tratava-se de uma pessoa ainda bastante nova. Mas tudo tem um final e o do Fernando foi no dia 23 de Maio. Que descanse em paz o meu primeiro amigo que se foi para outra dimensão.

Obrigado a todos por me terem lido.

terça-feira, 23 de maio de 2006

Fernando o meu coração chora a tua partida, descansa em paz amigo!




Este blog está de luto, faleceu o nosso colaborador e amigo Fernando.
Descansa em paz meu amigo



segunda-feira, 22 de maio de 2006

Horizontes do poeta



Hoje resolvi escrever para todos os meus amigos.
Escrevo este poema com coração, com sentimento. Não tenho a pretensão de ser poeta,
nem de ter jeito para poesia, mas de tanto querer, acabou por sair…
Ofereço-o a todos vós:

Uma planta florida
Um seio de mulher
Um sorriso de criança
Uma rosa qualquer

Uma onda na praia
Espuma Branca de sal
O arrulhar d’ uma pomba
Num branco pombal

A musica elementar
No findar do dia!!!
O raiar d aurora
Anuncio de poesia

A luz branca e cálida
Dum sol primaveril
O aroma do rosal
Em manha de Abril

Os frutos maduras
Fruídos no verão
Beijos quentes puros
Meus ais de emoção

E no quente Outono
A melancolia
A que me abandono
Duma cotovia

sábado, 20 de maio de 2006

O Bando dos Seis

Anjo Negro

Não, não vou falar da longínqua China Continental, nem da Revolução Cultural (1966-1976), nem do Bando dos Quatro ou dos seus Guardas Vermelhos.

Recordo-me que por esta terra lusitana, pululavam maoistas de várias colorações, entre os quais se evidenciaram uns Meninos Rabinos Pintando Paredes.

Mas sigamos em frente. Os mais dinâmicos meninos berradores de então são hoje os gestores de grandes empresas estatais, privadas, ou fortemente arreigados ao aparelho deste Lusitano estado, abraçando de alma e coração as “virtudes” do seu “antigo inimigo” capitalista.

Outros, não padecendo de grandes males em relação à Vida, disseminaram-se por aqui e por ali, uns calçando as pantufas de uma razoável vida burguesa, outros tornaram-se dinâmicos teóricos de novos projectos político-sociais.

Todo este arrazoado vem a propósito de uma “angélica” criatura, um assexuado Anjo Negro, com uma atracção doentia por corpos sem alma, mas plenos de volúpia e formas bem torneadas, talvez resultantes de situações deficientemente resolvidas pelos caminhos da sua Vida. Resumindo: Uma incurável e militante frustrada criatura.

Ora bem. Essa “angélica” criatura decidiu colocar-me, juntamente com outras cinco pessoas no seu ninho de “kukos”.

Pois é meus Amigos, eu e os outros 5, formamos o Bando dos Seis e como tal, já devemos ter a nossa sorte decidida – Um tiro na nuca para expiação dos nossos pecados.

Para quem não regula bem da “cuca” como é o caso da Blackangel, a solução será um longo tratamento à dita, o que significaria um merecido descanso das nossas cabecinhas.

Querida “Angélica”, se eu não fosse agnóstico, oferecia-me para te exorcizar.

quinta-feira, 18 de maio de 2006

Pergunta (10)



Qual foi o dia mais importante da vossa vida?