sexta-feira, 16 de junho de 2006

As maravilhas do desporto sobre o nosso organismo

Olá amigos,

Hoje quero falar-vos de um assunto que tem sido muito importante para mim: a prática de desporto, de modo regular, para manutenção.
Pratico desporto há cerca de 25 anos, sem interrupção. Já pratiquei muitas modalidades: aeróbica, step, musculação, body combat, body pump, body attack, pilates, cycling , body balance e localizada. Hoje pratico apenas as três últimas e, 3 vezes por semana, faço caminhada mais ou menos 8 km por caminhada.


Trabalho de glúteo


Confesso que praticar desporto tem de ser por opção e algo que se faz por prazer, até porque os maiores benefícios dessa prática só com o decorrer dos anos se vão sentindo. Fico sempre admirada como podem pessoas, a quem nós, os da prática regular, chamamos "turistas do ginásio" podem querer, em 3 meses, conseguir “moldar” o corpo para a praia. Esse esforço é, claro, inglório, porque só com trabalho prolongado e muita luta se consegue ter um corpo modelado. O mais que essas pessoas conseguem é perder líquido e, por isso, ficam com a sensação de emagrecimento, o que não é verdade, porque a massa gorda leva bastante tempo a perder-se.


Trabalho da parede abdominal


No ginásio tenho um grupo forte, que trabalha bastante bem. Usamos caneleiras de 5 e 6 Kg em cada perna e alteres de 4 e 5 Kg em cada mão, durante aulas e são aulas bastante intensas. Todos os músculos do corpo são trabalhados e, para vos ser honesta, ao fim de 40 minutos de aula já estou de rastos e a desejar que os 20 minutos restantes passem o mais depressa possível. De qualquer modo, já temos tantos anos de prática que, nalgumas das aulas, somos acompanhadas por homens da musculação e eles não conseguem ter a resistência que nós temos, eles tem força mas não tem flexibilidade e resistência. Cada exercício tem muitas repetições e o intervalo entre exercícios é curto, só dá para beber uns goles de água, ao contrário do que com eles se passa na musculação, que dá sempre tempo para alternar com umas conversitas com outros praticantes.



Equilíbrio


Admito que, algumas vezes, não tenho vontade de ir ao ginásio ou dar a caminhada, mas se não for o corpo acaba por “acusar” a falta do exercício de modo muito pronunciado, as dores musculares, por falta de exercício são terríveis. Faço duas sessões de ginástica localizada, que são bastante fortes de alto impacto, para além de uma sessão de Cycling e balance e das 3 caminhadas semanais (o domingo é dia de descanso :)!). Não sou magra, também não sou gorda, mas tenho alguma massa muscular, conseguida com muito trabalho e satisfação ao longo de todos estes anos. Sinto-me bastante forte e ágil e tenho grande prazer nisso.


Cycling


Os benefícios da prática desportiva para a saúde são muito falados. Pessoalmente posso comprovar esses benefícios. Acho que há grandes diferenças físicas entre quem tem uma prática física regular e quem não a tem. Ao contrário de algumas amigas, não tenho dores de ossos, subo escadas, salto e corro com facilidade, sou capaz de andar a cortar a relva do meu jardim, durante a tarde toda, cortar as sebes, acabar o trabalho completamente derreada, que no dia seguinte não sinto qualquer dor, o meu coração funciona como um relógio, a uma frequência cardíaca relativamente baixa. Por isso, deixo o conselho de que, com dedicação e gosto, pratiquem desporto. É fantástico, acreditem.

Beijinhos para todos

obs:Comprovo os benefícios, no http://memoriademulher.blogspot.com

segunda-feira, 12 de junho de 2006

A maior solidão...

A maior solidão é a do ser que não ama. A maior solidão é a dor do ser que se ausenta, que se defende, que se fecha, que se recusa a participar da vida humana.
A maior solidão é a do homem encerrado em si mesmo, no absoluto de si mesmo,o que não dá a quem pede o que ele pode dar de amor, de amizade, de socorro.
O maior solitário é o que tem medo de amar, o que tem medo de ferir e ferir-se,o ser casto da mulher, do amigo, do povo, do mundo. Esse queima como uma lâmpada triste, cujo reflexo entristece também tudo em torno. Ele é a angústia do mundo que o reflete. Ele é o que se recusa às verdadeiras fontes de emoção, as que são o patrimônio de todos, e, encerrado em seu duro privilégio, semeia pedras do alto de sua fria e desolada torre.

Vinicius de Moraes

quarta-feira, 7 de junho de 2006

Há olhares e olhares...


Os olhares de admiração e os de desejo


O homem é muitas vezes provocado e, depois, injuriado por ter respondido à provocação. Não estou, de forma alguma a defender ou a atacar o homem, mas existem mulheres tão provocadoras que não me admiro, que oiçam os piropos mais porcos que alguma vez desejariam.
Há um modo de olhar para uma mulher que leva os homens dizer - Que bonita que é! E há outro modo de olhar que leva a dizer - Que boa que ela é! Se for na rua e ouvir o primeiro, fico orgulhosa. Mas, se ouvir o segundo, fico irritada e com razão. Porque o primeiro é admirar a mulher, o segundo significa que me olharam como objecto sexual. O primeiro é bom, o segundo mau, em minha opinião.

A mulher não sente essa atracção automática da carne perante o corpo de um homem. Pelo contrário, o homem sente-o perante o corpo da mulher. Por não sabermos isto, nós as mulheres interpretamos duma forma errada os olhares dos homens. Mas na certeza porém que existem mulheres que provocam esse desejo no homem devido à forma como se vestem e comportam.



Não percebo porque o homem tende espontaneamente a fixar-se apenas nos nossos aspectos meramente carnais, como se fossemos apenas um objecto. Um dia um amigo meu disse-me "Se soubessem o que se passa muitas vezes pela cabeça dos homens que vos olham e se sentem provocados e o desprezo que muitas vezes provocam neles devido á forma provocante como certas mulheres se expõem, ficariam muito surpreendidas e até talvez chocadas". Algumas vezes dizemos que os homens são umas bestas ou uns porcos, quando eles são, simplesmente, homens provocados na sua "fraqueza" pela ignorância vaidosa de uma mulher

quinta-feira, 1 de junho de 2006

Futebóis


Agora já se sabe porque não ouve ninguém


Futebol, futebol, futebol. Selecção Sub-21, Selecção A, vamos ser campeões, “Quem manda sou eu”, “Acho que estão a fazer festas demais…”
Os dias quentes que temos vivido têm sido de um frenesim jornalístico à volta do futebol e das selecções da F.P.F.. Os jornalistas alimentam a febre popular de “glória” desencadeando um verdadeiro “passanso” colectivo faces às equipas que representam a lusa pátria no jogo do pontapé na bola. Um incauto que olhe de repente, dificilmente deixará de julgar que a salvação da pátria está em jogo. Ninguém falta a apoiar os “nossos rapazes”, que se aprestam para defrontar o destino e, espera-se, trazer o “caneco”. Portugal, Portugal, Portugal…

“Os nossos rapazes”, esses esgotam-se em autógrafos, sessões públicas, homenagens, sujeitos multidões de adolescentes, adultos, crianças e velhinhos, que querem tocar nos “Magriços”, “Tugas”, “Patrícios”, “Scolários”, ou o que quer que seja que chamam à edição de 2006 da equipa da F.P.F.. Quando não estão no cansativo exercício das suas tarefas de representação, treinam no aprazível e ameno micro-clima eborense, ou jogam com equipas representativas de verdadeiras potências futebolísticas, como o Luxemburgo ou Cabo Verde.

A scolariana selecção é um bom exemplo de algumas coisas que mal correm no país. Premeia-se o amiguismo em vez da competência (Baía ausente, Maniche, Costinha, presentes…). Privilegia-se a festa em lugar do trabalho. Canaliza-se a energia da Pátria para o acessório, em lugar do fundamental (Crise?! Qual crise?! A selecção é o que está a dar, e desde há 32 anos que é o povo quem mais ordena). Felipão é arrogante, malcriado, não tem de dar explicações à populaça sobre as escolhas que ele, iluminado e já Campeão Mundial, faz. O povo, inebriado pelo cheiro a título, que num segundo nos atirará para a frente do mundo desenvolvido, não quer saber.

Com ou sem a vitória da selecção de Scolari, depois do Mundial do chuto na bola, o país continuará com os mesmos problemas, com o mesmo cinzento futuro… certamente mais triste, porque constatará que o Mundial só é bom para as vedetas da lusa bola, para o Sr. Scolari e “sus muchachos”, para as Rádios Populares, Feiras Novas e Continentes, e para os bancos e instituições de crédito que garantem a presença de um novo e fantástico televisor plasma na sala de cada portuguesíssima família.
É pena que só haja interesse na mobilização das pessoas para coisas que não interessam para nada…

Um abraço para todos

quarta-feira, 31 de maio de 2006

Procura-se um amigo


Não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentimento, basta ter coração. Precisa saber falar e calar, sobretudo saber ouvir. Tem que gostar de poesia, de madrugada, de pássaro, de sol, da lua, do canto dos ventos e das canções da brisa. Deve ter amor, um grande amor por alguém, ou então sentir falta de não ter esse amor. Deve amar o próximo e respeitar a dor que os passantes levam consigo. Deve guardar segredo sem se sacrificar.

Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão. Pode já ter sido enganado, pois todos os amigos são enganados. Não é preciso que seja puro, nem que seja de todo impuro, mas não deve ser vulgar. Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim não ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa. Tem que ter ressonâncias humanas, seu principal objectivo deve ser o de amigo. Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários. Deve gostar de crianças e lastimar as que não puderam nascer.

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos, que se comova, quando chamado de amigo. Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos, de grande chuvas e das recordações de infância. Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer, para contar o que se viu de belo e triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade. Deve gostar de ruas desertas, de poças de água e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois da chuva, de se deitar no capim.

Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo. Precisa-se de um amigo para se parar de chorar. Para não se viver debruçado no passado em busca de memórias perdidas. Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando, mas que nos chame de amigo, para ter-se a consciência de que ainda se vive.

Vinícius de Moraes