quinta-feira, 7 de setembro de 2006

Vais aprender a não chorar...

Colômbia

Burma

Palestina

R. D. Congo

Libéria

Há muitas formas de abusar de uma criança. Na minha opinião, podemos testemunhar a forma mais atroz de abuso infantil em vários conflitos armados em África, na América do Sul, no Médio Oriente e na Ásia. Desde cedo, crianças e adolescentes aprendem a assassinar, torturar, raptar ou até a cometer o suícidio em nome de uma causa.

Na última década morreram 2 milhões de crianças em conflitos armados e 6 milhões ficaram gravemente feridas. Falamos de crianças que foram assassinadas, violadas ou exploradas como soldados. A ONU estima que neste momento há 250 000 crianças envolvidas de forma activa em conflitos armados.

O minímo que se espera de um indivíduo, de um partido, de uma organização, de um país, será a condenação do recrutamento de crianças e jovens adolescentes por parte de grupos, guerrilhas ou governos envolvidos em conflitos armados. Os que semeiam o ódio e prejudicam de forma violenta o futuro de várias gerações devem ser (pelo menos) denunciados.

Podem obter mais informação aqui.

Este post vem a propósito do apoio descarado do PCP às FARC - movimento terrorista colombiano que recrutou e recruta para as suas fileiras milhares de crianças.

sexta-feira, 1 de setembro de 2006

E a máscara vai caindo...


O presidente do Irão. O parceiro é desconhecido...


O prazo dado pelo Conselho de Segurança da ONU ao Irão para cessar as suas actividades de enriquecimento de urânio terminou ontem. O discurso dos líderes iranianos, em particular do seu, apenas aparentemente anedótico, presidente continua “firme e hirto”. O Irão, por sua vontade, não cessará as suas actividades na nada secreta procura da obtenção da arma nuclear, não tendo qualquer problema em ignorar as resoluções do Conselho de Segurança da ONU.
No plano interno, a linha dura do xiismo religioso vai perdendo a sua face mais cordata. Nas escolas iranianas começou já a separação física de homens e mulheres, nos locais até hoje frequentados, num ambiente “quasi-ocidental” começam a surgir outras restrições, como a proibição de as mulheres poderem fumar em público, ou a instituição de regras sobre o que devem vestir. Outros sinais reveladores são as recentemente iniciadas operações de confiscação das antenas de satélite que permitiam aos cidadãos iranianos o acesso aos meios de informação não controlados pelo estado...
Os sinais são claros e vão sendo assumidos com maior naturalidade pelo regime iraniano. A máscara de um regime fundamentalista vai caindo. No Líbano, depois de uma guerra iniciada em consequência de acções do movimento por si apoiado e financiado, os catalizadores da destruição financiam agora a reconstrução do Líbano, prosseguindo na sua batalha pelos “corações libaneses”, atráves da entrega de dinheiro aos cidadãos que viram bens destruídos em consequência da guerra (o que, de novo, por si só, nada teria de mal, apesar da ironia de se ter quem financiou o movimento que desencadeou a guerra a financiar a reparação de alguns dos danos materiais que dela resultaram).
Uma coisa é clara, desde já. Há um regime fundamentalista no Irão, que tem pretensões de dominação regional, que procura activamente a arma nuclear, que tem seguido uma estratégia discreta, inteligente, mas eficaz, para atingir os seus objectivos. As consequências para o equilibrio regional e até para o bem estar económico, para a paz no Ocidente, (de que fazemos parte) que poderiam resultar da obtenção da arma nuclear não são difíceis de imaginar.
Ironicamente, o regime sunita de Saddam Hussein sempre funcionou com um factor de contenção do expansionismo xiita iraniano. Com a invasão americana esse papel terminou. Infelizmente, há outra consequência muito negativa: a ameaça de uma solução militar para a resolução do problema nuclear iraniano saiu fortemente prejudicada pelo isolacionismo americano no avanço para a guerra no Iraque. O problema é que dificilmente haverá solução não militar para este problema e, até Israel, que no passado tinha terminado com uma situação similar no Iraque, não parece em grande posição para poder dar a ajuda necessária... As consequências podem ser graves. Fundamentalismo religioso e bomba atómica não são a associação mais tranquila para o Ocidente... e para as monarquias árabes do Golfo que asseguram um dos bens essencias para a evolução económica desse mesmo Ocidente.

quarta-feira, 16 de agosto de 2006

Vencedores ou vencidos?


As hostilidades parecem ter terminado no sul do Líbano e no Norte de Israel. De cada um dos lados saíram os habituais discursos de vitória. O Hezbollah resistiu mais do que o que qualquer espectador poderia esperar e surge, pelo menos aos olhos da opinião pública árabe e islâmica, como alguém que proporcionou ao “poderoso” exército israelita, pelo menos, uma não vitória, algo que não é muito habitual.
De Israel, apesar de um evidente mal estar pelas visíveis dificuldades sentidas por um exército que, até aqui, tinha uma reputação de invencibilidade intocável, os políticos (quem, senão eles?!) declaram vitória, face ao programado avanço do exército libanês para o Sul do Líbano, bem como de uma força militar da ONU, que tem mandato para desarmar o Hezbollah.

Será mesmo assim? Ganharam ambos? Há mais certezas sobre quem perdeu... O Líbano e os libaneses, certamente. Com boa parte das suas infra-estruturas perdidas, o Líbano recuou muitos anos face aos progressos feitos desde o fim da guerra civil. A isto devem acrescentar-se os frios números: um milhar de mortos, milhares de feridos, 1 milhões de desalojados... O futuro próximo imprevisível...

Israel perdeu, certamente. Para além dos seus próprios mortos, em menor número, mas não certamente menos importantes para os directamente afectados, fica a incapacidade aparente das suas forças armadas para eliminar uma “mera” força de guerrilha. Que impacto poderá isso ter nos problemas levantados pelos seus vizinhos no futuro próximo, só o futuro o dirá. Ficou aparente, também, a fragilidade da liderança política e militar israelita, hesitante, incapaz de avançar de modo militarmente determinado, confiante na superioridade tecnológica das suas forças, o que redundou na “não vitória” militar (uma novidade para Israel) e na derrota clamorosa nos media ocidentais, sempre mais vocacionados para noticiar o que se vê à superfície (a destruição física no Líbano) do que a covardia de uma força que usa zonas civis para lançar ataques contra populações civis também, arrastando para cima dessas zonas civis com a resposta do adversário, certa de que a batalha dos media seria assim facilmente ganha (como veio a acontecer).

A Europa é outro derrotado desta guerra. Politicamente inexistente enquanto tal, incapaz de perceber o que está em jogo, aceitou tratar Israel ao mesmo nível do Hezbollah, uma organização terrorista que tem no seu historial raptos de estrangeiros, desvio de aviões, atentados bombistas em embaixadas e outros centros de interesse judaicos. Olhando para o lado em relação ao uso de zonas civis para lançar ataques contra Israel, ao uso de civis como escudos humanos, não distinguindo a diferença de objectivos entre uma organização terrorista e um estado democrático, a Europa mostrou que ainda não percebeu o que está em jogo. A respectiva opinião pública também não o percebeu e desdobrou-se em manifestações espúrias e ridículas, abaixo-assinados virtuais, para parar a “destruição israelita” do Líbano. A duplicidade moral de tal comportamento é, para mim, o sinal de que a Europa já perdeu nesta guerra contra o islamismo radical, porque não percebe o que está em jogo, desde a luta de Israel pela própria sobrevivência, até às intenções de recuperação do Waqf islâmico destes islamistas, com o visível recurso destes a todos os meios para o conseguir (de que os recentes planos abortados para explodir uma dezena de voos transatlânticos são um bom exemplo). Na guerra contra o islamismo radical, já se percebeu qual o lado fraco, o lado que não quer fazer sacrifícios, o lado que aceita a cedência à chantagem terrorista.

Há a esperança de que o Hezbollah possa sair também como um derrotado. Com a mobilização do exército Libanês para o Sul e a instalação de uma força da ONU, que pode levar ao desarmamento do milícia terrorista, pode ser que os Libaneses finalmente culpabilizem o Hezbollah por ter desencadeado uma guerra que teve o Líbano e a sua população como os mais afectados e os maiores e mais claros perdedores.. Pode ser que, finalmente, o Hezbollah seja forçado a aceitar a autoridade do governo legítimo do Líbano e deixe de ser um estado dentro do estado. Se assim for, para a paz na região, talvez algo de positivo possa ter saído deste conflito, quer para libaneses, quer para israelitas. Certamente o preço a pagar terá sido alto, mas só na Europa está interiorizada a ideia de que tudo se pode conseguir sem grandes sacrifícios, ou com o sacrifício dos “suspeitos do costume”. Um bom exemplo é o nosso pequeno “Portugal” e a habitual esquerda bem pensante, com a sua epidérmica reacção à possibilidade de participação de militares nacionais na força da ONU. Gostamos da prosperidade económica do Europa em que nos incluímos, é chato é pagar o preço…

sexta-feira, 11 de agosto de 2006

Carnaval dos Cães



Se nos próximos dias publicarem nos vossos blogs, posts relacionados com cães, deixem um aviso na caixa de comentários. Farei um round up de links para os vossos blogs neste mesmo post para deleite dos amantes de cães.

Anterior:
Carnaval dos Gatos

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A bebé da Mikas:




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Da nossa Adry, o Fofo:

Nunca gostei de ver pessoas de cabelo preso, e então cá vai disto sei que é uma trabalheira que me dá e tirar esta coisa mas depois de muita luta consigo e querem saber elas fartavam-se de rir, esta é a melga que me pôs o nome de fofo.Agora tou um pouco mais velhote já não me dou tanto a estas frescuras .
Ora umas lambidelas para a amiga da minha dona Elise.



Apresento-me: Chamo-me fofo, nada de confusões este nome foi coisa de uma betinha mas adiante, detesto que pensem porque sou baixo não posso ver o que os grandes vêm. Ora pois mas não pensem que sou mal educado, pois não toquei só queria ver! Depois a minha dona tirou-me esta foto que tal.

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A Linda, também da nossa Adry:



Olá, apresento-me chamo-me Linda, estou um pouco gorda, mas detesto ginásio. os meus donos põe-me de dieta, mas eu não suporto essa loucura, então vou á comida de uma mimalha da casa (a gata Kika) e o fofo gosta de se armar em esquisito não há problemas que eu vou também comer a comida dele. O resultado é vir de castigo para o terraço. A minha vida não tem sido fácil, fui abandonada, depois estes donos trouxeram-me para aqui, mas já tenho tido uns problemas. Uma unha da pata trazeira começou a crescer e furou-me o peito da pata, quando a minha dona foi ver ai que dores, ela cortou-me a unha e sacou-a ai o que me fartei de chorar, agora aqui há dias andava eu a jardinar espetou-se um pau na minha vista foi um horror, quando a minha dona viu tirou-o mas fiquei cega dessa vista. Mas a vida continua. Detesto só uma coisa que me fazem vejam só onde já se viu dão me banho e logo a mim. Ai que raiva. Uma lambida para a amiga da minha protectora Elise.
Eu n/ sou uma lambidelas como é o refilão do Fofo (se isto é nome de cão) que anda sempre a lamber tudo e todos, até a mim me chateia com tanta lamechice.

terça-feira, 8 de agosto de 2006

Vida a dois não é tarefa fácil.

Todos irão concordar comigo que um relacionamento amoroso, seja ele qual for consiste em ajuda mútua, amor recíproco e um infinito somatório de qualidades e interesses. E, levando em consideração o aspecto de soma e crescimento mútuo que ele deveria proporcionar, torna-se, no mínimo incompatível, algumas atitudes que alguns tomam, tão logo passam a enamorar-se. Ações por vezes inconseqüentes e que num breve futuro podem trazer mais inconvenientes que benefícios, ainda mais numa época em que a efemeridade nos relacionamentos é crescente.

Uma destas ações e a que vejo com mais freqüência é o afastamento dos amigos. Os casais isolam-se num mundo próprio, ignorando os que antes os acolhiam e os auxiliavam nas más horas. Festas e atividades que costumeiramente davam prazer a ambos deixam de serem feitas junto aos amigos, apenas para agradar uma postura egoísta e insegura do parceiro. A incoerência chega a ser tão grande que telefonemas deixam de ser dados, segredos que nunca antes eram guardados passam a ser, desfazendo-se aos poucos os elos de amizade obtidos a custo de muito tempo e esforço.

Além do próprio relacionamento, quem mais perde com isso é a amizade, quase sempre mais duradoura e fiel que o relacionamento sustentado nos pilares da insegurança e intolerância. Desta forma pense muito antes de se separar dos seus amigos. Largar o futebol do domingo com o pessoal amigo ou o gelado apenas com as amigas no sábado à tarde, pode ter conseqüências muito maiores e mais cruéis no longo prazo do que as que conseguimos imaginar. E caso ainda decida largar, tem a certeza de que sabes o que estás fazer, pois eles podem não estar mais ao nosso lado, quando nós mais precisar-mos deles.precisar-mos deles. Nunca se feche numa derroma, converse com aqueles que mais confia e conte a alguém os seus problemas, divida não guarde tudo num saco! Pois um dia esse saco será uma bomba contra si.
Beijinhos a todos