quinta-feira, 5 de outubro de 2006

Carnaval dos Animais

(Aviso: o aniversário da Maresia é festejado aqui, por isso não deixem de passar pelo Memória de Mulher)



Se nos próximos dias publicarem nos vossos blogs, posts relacionados com animais, deixem um aviso na caixa de comentários. Farei um round up de links para os vossos blogs neste mesmo post para deleite dos amantes dos animais.

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A Doga do Santos Passos
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O Negrito e o Sky2 do Agostinho - vídeo aqui.

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No blog da Patinha leiam a estória do Max, aqui.

quarta-feira, 27 de setembro de 2006

Porquê?!

Onde há inveja e rivalidade, também há desordem e toda a espécie de más acções. Mas a sabedoria que vem do alto é pura, pacífica, compreensiva e generosa, cheia de misericórdia e de boas obras, imparcial e sem hipocrisia.O fruto da justiça semeia-se na paz para todos os que praticam a paz.





De onde vêm as guerras? De onde procedem os conflitos entre nós? Não é, precisamente, das paixões que temos? Cobiçamos e nada conseguimos: então assassinamos, física e moralmente. Somos invejosos e não podemos obter nada: então entramos em conflitos e guerras. Nada temos, porque nada pedimos. Pedimos e não recebemos, porque pedimos mal, pois o que pedimos é para satisfação das nossas paixões.

Culpamos Deus por todas as nossas desgraças, quando nós somos pessoas livres de decidir a nossa vida. Quantas vezes nos zangamos com Deus e lhe viramos as costas e só nas horas de dor nos lembramos dele!?... Porque somos assim? Porque invejamos sempre quem está acima de nós? Sei que nem todos são assim, mas uma grande maioria é. Infelizmente esta é a realidade...

Esta é uma verdade real,que muito me magoa!...

domingo, 24 de setembro de 2006

Recordo-te como eras...

Recordo-te como eras no Outono passado.
Eras a boina cinzenta e o coração em calma.
Nos teus olhos lutavam as chamas do crepúsculo.
E as folhas caíam na água da tua alma.

Fincada nos meus braços como uma trepadeira,
as folhas recolhiam a tua voz lenta e em calma.
Fogueira de estupor onde a minha sede ardia.
Doce jacinto azul torcido sobre a minha alma.

Sinto viajar os teus olhos e é distante o Outono:
boina cinzenta, voz de pássaro e coração de casa
para onde emigravam os meus profundos desejos
e caíam os meus beijos alegres como brasas.

Céu visto de um navio. Campo visto dos montes:
a lembrança é de luz, de fumo, de lago em calma!
Para lá dos teus olhos ardiam os crepúsculos.
Folhas secas de Outono giravam na tua alma

Pablo Neruda

sábado, 16 de setembro de 2006

Uma geração de medrosos?


(podem pôr um fim às vossas fobias, investindo neste fato de criança à prova de germes e radiação)

É normal (e desejável) os pais preocuparem-se com a saúde, a segurança e o futuro dos seus filhos. Mas por vezes essa preocupação torna-se numa obsessão no que diz respeito a rotinas diárias. Uma boa parte dos pais parecem esperar que algo de muito grave vai acontecer às suas crianças - alguns especialistas usam mesmo o termo "paranóia parental".

Embora as estatísticas provem que as crianças estão mais seguras nos dias que correm, os pais parecem cada vez mais preocupados com o que pode acontecer aos seus filhos e menos confiantes nas suas capacidades parentais.

Mas vários estudos revelaram que as crianças com pais super-protectores tendem a ser medrosas e introvertidas. Quando adultas são facilmente influenciadas por outros e podem sofrer de depressão e ansiedade.

Por isso, não devemos esquecer a importância da aprendizagem, através da experiência e dos erros que cometemos - aquele joelho esfolado ensinou-me a não fazer acobracias com a bicicleta. É necessário que as crianças (com a supervisão adequada) explorem o meio que as rodeia e que descubram por si próprias a solução para muitos dos seus problemas e as lições nas suas pequenas aventuras.

O objectivo final da educação é o de criar um adulto independente e não um eterno adolescente que depende de forma contínua dos pais e receia a sociedade. O medo não pode ser a emoção dominante numa relação pai-filho ou adulto-criança.

segunda-feira, 11 de setembro de 2006

A Terra dos Homens Livres

Esta é uma homenagem simples a um povo, a uma nação, que há 5 anos foi alvo de um ataque covarde, virado contra cidadãos inocentes, que mais não faziam do que iniciar um novo dia de trabalho.

Quem foi atacado no dia 11 de Setembro de 2001 foi a América. A América generosa, que ajudou a Europa em duas guerras mundiais e a livrou do fascismo. A América financiadora da reconstrução europeia do pós guerra, a América que permitiu o desenvolvimento europeu e a libertação da asfixia comunista, a América pátria de muitas pátrias, a América “melting-pot”, de italianos, irlandeses, mexicanos, cubanos, eslavos, e de tantas outras nacionalidades. A América da liberdade onde, até hoje, os muçulmanos que lá vivem fazem-no, apesar de tudo, com liberdade e respeito, e não recorrem ao terrorismo, como acontece noutras latitudes (que melhor exemplo de tolerância e liberdade religiosa?!). A América que foi atacada é a América da liberdade científica e do desenvolvimento tecnológico, da economia pujante, locomotiva do mundo. A América que, generosamente, sacrificou os seus filhos na Flandres, nas praias da Normandia, mas também nos desertos do Kuwait, em Beirute ou na Somália.

A América que foi atacada foi-o por ser grande em tudo, nas coisas boas, também nalgumas coisas menos boas, mas sobretudo grande na liberdade, grande no sacrifício. A América foi atacada precisamente porque essa liberdade, de que todos gostosamente usufruímos, é também uma fraqueza, como desgraçadamente comprovámos em Madrid ou em Londres. O nosso futuro está e estará necessariamente ligado ao dessa América, admirável, tantas vezes mesquinhamente odiada, por ser, no bem, mas também nalgumas coisas menos boas, uma referência do Ocidente.

A essa América, terra de homens livres, terra dos bravos, presto hoje a minha homenagem.