sexta-feira, 3 de novembro de 2006

Lenda será!... E uma tradição.

Em Portugal, o Outono e a chegada definitiva do tempo frio são comemorados no dia 11 de Novembro, Dia de São Martinho. Neste dia, um pouco por todo o país, assam-se castanhas, bebem-se vinho novo e água pé e, em alguns pontos do país, ainda há quem reuna familiares e amigos à volta de uma fogueira ao ar livre...




Mas poucos são aqueles que sabem qual o real significado do Dia de São Martinho, ou mesmo o que é a água pé...

Começando pela história de São Martinho, reza a lenda que, "num dia tempestuoso ia São Martinho, valoroso soldado romano, montado no seu cavalo, quando viu um mendigo quase nu, tremendo de frio, que lhe estendia a mão suplicante... S. Martinho não hesitou: parou o cavalo, poisou a sua mão carinhosamente na do pobre e, em seguida, com a espada cortou ao meio a sua capa de militar, dando metade ao mendigo.



Apesar de mal agasalhado e sob chuva intensa, preparava-se para continuar o seu caminho, cheio de felicidade. Mas, subitamente, a tempestade desfez-se, o céu ficou límpido e um sol de Estio inundou a terra de luz e calor. Diz-se que Deus, para que não se apagasse da memória dos homens o acto de bondade praticado pelo Santo, todos os anos, nessa mesma época, cessa por alguns dias o tempo frio e o céu e a terra sorriem com a benção dum sol quente e miraculoso." É o chamado Verão de São Martinho!"

O costume do Magusto, que tradicionalmente começava no Dia de Todos-os-Santos, é simultaneamente uma comemoração da chegada do Outono e um ritual de origem religiosa: o dia do Santo Bispo de Tours (São Martinho) está historicamente associado à abertura e prova do vinho que é feito em Setembro. A água pé é o resultado da água lançada sobre o bagaço da uva, donde se retira o pouco de mosto que aí se mantém. Esta bebida pode ser consumida em plena fermentação ou, depois disso, adicionando-lhe álcool. Assim, diz o ditado popular "no dia de S. Martinho vai à adega e prova o vinho". No fundo, com o São Martinho e o Magusto comemora-se a proximidade da época natalícia, e mais uma vez, a sabedoria popular é esclarecedora: "dos Santos até ao Natal, é um saltinho de pardal!"

Beijinhos para todos e comam muitas castanhas e bebam muita água pé!...

domingo, 29 de outubro de 2006

Vamos salvá-las!

Mulher iraniana a ser preparada para o seu apedrejamento (1992)

O apedrejamento ou a lapidação é uma forma de pena capital em que o "criminoso" (condenado por prostituição, adultério ou assassinato) é morto através das pedras que lhe são atiradas por uma multidão. No Irão, por lei, o tamanho das pedras não pode ser demasiado grande, porque pode provocar morte imediata, nem demasiado pequena, porque não provoca qualquer ferimento grave. O objectivo final desta pena é o de prolongar a dor e a morte do "criminoso".

A lapidação é uma sentença legal praticada para certos crimes em alguns países islâmicos que aplicam a Sharia:

- Irão
- Arábia Saudita
- Emiratos Árabes Unidos
- Nigéria
- Sudão
- Afeganistão (sentença bastante comum durante a era dos Talibã)

O "criminoso" é envolvido num lençol branco e enterrado num buraco até à cintura se for homem, ou até aos ombros se for mulher. Apesar de a lei se aplicar a ambos os géneros, o número de mulheres lapidadas é muito superior ao de homens.

Parisa, Iran, Khayrieh, Shamameh, Kobra, Soghra e Fatemeh são sete mulheres iranianas condenadas à morte por lapidação. O crime: adultério ou prostituição. Podem tentar salvá-las assinando esta petição.

Não nos devemos calar. É preciso denunciar e pressionar os governos que autorizam ou toleram estas práticas bárbaras.

http://www.es.amnesty.org/especial/lapidacion-iran/firma2.php

Contacto Embaixada do Irão em Portugal:

Embaixada da República Islâmica do Irão
R Alto Duque 49 1400 Lisboa
Tel 213010871
Fax 213010777

Ver também: Muçulmanos contra a lapidação.

domingo, 22 de outubro de 2006

Ainda dizem que o sol nasce para todos!...

Recebido por email, vindo de uma querida amiga!

Soube-se a dia 27 de Agosto, no Público que a jovem distinta advogada Vera Sampaio (terminou o curso com média de 10 valores) com uma carreira de "dezenas de anos e larga experiência", foi contratada como assessora pelo membro do Governo Senhor Doutor Manuel Pedro Cunha da Silva Pereira, distinto Ministro da Presidência....
Como a tarefa não é muito cansativa, foi autorizada a continuar a dar aulas numa qualquer universidade privada, onde ganha uns tostões para compor o salário e poder aspirar a ter uma vidinha um pouco mais desafogada.
O facto de ser filha do Senhor Ex-Presidente da República das Bananas, que também dá pelo nome de Portugal, não teve nada a ver com este reconhecimento das suas capacidades, juro pela saúde do Engenheiro Sócrates.



Há famílias a quem a mão do Senhor toca com a sua graça. Ámen .

Neste caso soube-se há tempos que o filhote depois de se ter formado foi logo para consultor da Portugal Telecom, onde certamente porá toda a sua experiência ao serviço de todos nós. Agora, como já ontem se disse, calhou a sorte à maninha e lá vai ela toda lampeira, em part-time, para o desgoverno, onde certamente porá toda a sua experiência ao serviço de todos nós. E o papá para não fugir à regra, depois de escavacar uns bons centos de milhares de euros, na remodelação do um palacete ali para a Ajuda, onde instalará um gabinete, para onde será transportado pelo nosso carro, com o nosso motorista e onde certamente porá toda a sua experiência ao serviço de todos nós.
Falta arranjar um tacho para a matriarca que de momento tem que se contentar com os da cozinha.

Isto tudo passa-se num sítio mal frequentado, onde um milhão e duzentas mil pessoas vivem com uma reforma abaixo dos 375 Euros por mês.
Parece mentira, não parece?

ESTE É APENAS UM CASO, ENTRE MUITOS, QUE TÊM SIDO REVELADOS E DIVULGADOS ATRAVÉS DA INTERNET... PORQUE AS TELEVISÕES DESTE PAÍS ESTÃO BEM CONTROLADAS POR UMA FORÇA OCULTA... DIZEM TODAS O MESMO...SEMPRE MAIS DO MESMO... E O MESMO DEMAIS...E NO FIM SABEMOS O MESMO DE NADA...E ISTO TEM ACONTECIDO EM TODOS OS GOVERNOS.... )
ISTO NÃO É SÓ PUBLICIDADE, É UMA MERA REALIDADE

Beijinhos para todos

segunda-feira, 16 de outubro de 2006

Palavras Sábias


O nosso maior erro consiste em tentarmos colher de cada pessoa em particular as virtudes que elas não têm, e de nos esquecermos de cultivar as que de facto são suas.

Marguerite Yourcenar

quarta-feira, 11 de outubro de 2006

Não há almoços de borla... nem férias à custa do Ministério da Saúde


O ministro promete que com as taxas moderadoras, situações como as da figura jamais ocorrerão!


A expressão é conhecida – não há almoços de borla. O significado também é conhecido – tudo tem um custo e alguém terá de o pagar, mesmo se não é quem beneficia das ditas borlas. A expressão ocorreu-me quando li, hoje, a previsão anunciada pelo ministro da saúde, dos custos das taxas moderadoras que o expedito ministro se prepara para introduzir, desta vez para moderar o uso de cirurgias e internamentos nos hospitais públicos.
A primeira nota é que fico a saber que os portugueses, esses danadinhos, afinal pelam-se por uma operaçãozita e por uns dias passados no tranquilo, acolhedor e recatado ambiente duma unidade hospitalar. Sim, porque se assim não fosse, não havia necessidade de o ministro, profundo conhecedor da realidade hospitalar do país, vir agora a introduzir medidas destinadas a “moderar” esse consumo. Se modera é porque ele é excessivo, principalmente excessivo para o esforçado orçamento do estado. Assim, a mensagem que o ministro passa aos malandrecos dos portugueses, que tinham já agendada uma semanita de férias na melhor enfermaria do hospital local, é esta: “Pois, pensavam que era de borla, não?! Agora vão ter de pagar qualquer coisita, mas fiquem tranquilos, sempre será mais baratinho que uma diária no Ritz, no Sheraton ou no Méridien, com a vantagem da comida ser garantidamente mais saudável. Faremos o possível para aumentar, ainda, a já conhecida qualidade dos nossos serviços de hospedagem, para que ao aumento de custo corresponde uma melhoria do serviço”.
Mas porque uma subida nunca vem só, não são só esses malvados, que querem descansar à custa do estado, que têm esta surpresa desagradável. Esses “doentes”, masoquistas, que enchem as nossas listas de espera, à procura de serem cortados, retalhados, cauterizados, ponteados e agrafados, também esses vão deixar de poder usufruir desse prazer à custa do incauto contribuinte. Sim, esses infelizes que se pelam por uma cirurgia que, como todos sabemos, é uma coisa que na maior parte dos casos adoramos fazer, também eles , se querem continuar a usufruir desse mórbido prazer, vão ter de pagar.
E assim, com estas cirúrgicas medidas, se resolve o problema do défice da saúde! ... ... ... hehehe, hehehe, quase vos enganava. Confessem lá, por um instante pensaram que isto resolvia mesmo o problema do financiamento da saúde, não?! Afinal, os portugueses, esses inveterados utilizadores voluntários e prazenteiros dos serviços de saúde públicos, vão apenas pagar 16 milhões de euros com as medidas de moderação do consumo destes serviços, reconhecida e universalmente populares.
16 milhões?! 16 milhões?! ORA, SÓ 16 MILHÕES?! Mas.. isso não é nada! Claro que não é nada!... se atendermos a que esses 16 milhões vão essencialmente ser pagos por quem não pode recorrer à medicina privada (onde as “taxas moderadoras” são um pouquinho mais elevadas). E ainda parece menos se pensarmos que, possivelmente na única medida em que este governo poupa os automobilistas, as famosíssimas SCUT’s, se vão gastar cerca de 700 milhões de euros por ano.

Estranho país. Enquanto uns andam de borla em novíssimas auto estradas, outros pagam para serem internados e operados. Podem acusar-me de demagogia, mas que há algo de profundamente errado com estas prioridades governativas, isso não pode ser negado! E assim vai a teoria da coesão social, posta em prática por um governo socialista, no crepúsculo deste Ano da Graça de 2006.