sábado, 7 de abril de 2007

Uma Páscoa Feliz


Hoje é Páscoa, é um dia de alegria!!! Para todos os que a sentem.
Como eu gostava, de ter todos aqueles que amo ao meu lado...
Até a ti que estás desse lado a ler o que escrevi.
Gostava de poder abraçar, todos os que fazem mover a minha existência terrena.
Gostava de poder dizer a todos, que existe sempre um amanhecer no meu e no teu coração, por muito negra que seja a vida, em cada amanhecer existe um renascer de novo.
Feliz dia e Páscoa

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Porque estamos na semana Santa


O ser humano hoje luta incessantemente pela sobrevivência. Pode ter certeza disso. A sobrevivência é um ato de sabedoria, e se pensarmos que a natureza está do nosso lado, é ter ciência de que ela nos controla e nos quer muito bem. Somos seus aliados, e ela, uma aliada poderosa. Somos imperfeitos por natureza, criados simples e “ignorantes”, temos que nos submeter aos cuidados de nossos pais, para crescermos e evoluirmos, e através da educação, do amor e da cultura, poderemos sair dessa condição malogrosa de “ignorantes”. O ser humano só deixará de ser “ignorante”, no dia em que tomar ciência da importância da vida e do amor pelo próximo. Praticar o bem sem olhar a quem! Se precisares de ajuda, nunca hesite. Procure sempre que um dia encontrarás. Mantenha-se na linha, procure fazer o bem sempre. A vida é tão valiosa para ser jogada a execração e submetê-la a violência! Se praticarmos o bem e o perdão, o bônus virá com certeza. Passar da perda para o ganho é inteligência, e deveremos executar de maneira simples, rápida e objetiva, usando uma forma corajosa e suave, se possível. Tudo depende de nós. Perder a sobrevivência é o primeiro caminho para a dor, para o sofrimento, pois Deus criou a vida para tirarmos bom proveito dela, isso no bom sentido, é claro. Os desencarnados, segundo a Doutrina "Espírita" são três vezes mais do que os encarnados. Temos no orbe terrestre mais de seis biliões de companheiros que lutam pela sobrevivência, uns mais outros menos. Aquele que não ama a vida tira a sua levando outras com ele, são considerados suicidas assassinos. Na guerra Irã versus Iraque, vimos muitos deles. A vida tem bons e maus momentos, faz parte do livre-arbítrio que o Pai maior nos ofereceu, sem ônus para nós, desde que a escolha seja sempre para o bem. O mal aniquila, traz sofrimentos, dores e conseqüentemente dizimarão a sobrevivência tão querida e amada por todos.
O sentimento faz parte do comportamento humano, mas nós podemos perdê-lo por momentos, e será natural não sentir coisa alguma, porém o somatório desses sentimentos trará atordoamentos, medo, angústia, ansiedade e depressões. As razões do sobreviver é conviver sadiamente, fora dos vícios e da violência que aniquilam e destroem. Os crimes hediondos deixam-nos arrasados, massacrados, melancólicos, exauridos inferiorizados, abobalhados, desanimados, bem como os crimes de outras facetas. Lembrem-se de que: “todos os sentimentos fazem parte de um processo de cura, devemos aceitá-los, é difícil, mas não lute contra eles, pois a grande necessidade humana está na cura desses problemas suicidas. Só Deus proverá, se a vida nos deu, só Ele pode tirar. A nossa sobrevivência tem a participação Dele, mas precisamos da contribuição.

terça-feira, 27 de março de 2007

Alguém tem dúvidas!...


Portugueses...
Raça rara em vias (perigo) de extinção.
Não pensem que foi uma “lufada” de nacionalismo irracional que me levou a escrever este pequeno artigo, antes pelo contrário, é um pequeno alerta para uma realidade que quer queiramos quer não tem mais de real que de utópica.
Se não vejamos; mais de sessenta por cento da nossa economia exportatária está, e sempre em nível crescente, nas mãos de empresários espanhóis em que o único capital circulante em Portugal é o dos salários (parcos) a serem pagos aos trabalhadores e que em alguns casos, nas suas fichas de salários, já são tratados como “obreros”. O capital de retorno destas exportações são automaticamente dirigidos para os grandes bancos ibéricos nas praças de Madrid ou Barcelona.
Os sonhadores lusitanos que ainda não há muito tempo, lutavam para reaver a nossa Olivença, hoje, conscientes da realidade, já só lutam para defenderem as nossas areias porque as terras quase na sua totalidade pertencem aos nossos “hermanos” para conforto e alívio dos nossos políticos que com tudo isto pactuam. E se de um lado as terras virarão espanholas, as areias, tudo o mar levará e se assim for, o que nos restará?!...
Os nossos governantes, talvez mandatados pelo futuro poder de Madrid, fecham as nossas maternidades para que os nossos filhos já sejam natos espanhóis ao mesmo tempo que abundam o ainda nosso país, com clínicas “abortais” vindas do outro lado da antiga fronteira para que os pais tenham duas opções para os filhos que são; ou nascem em Espanha ou morrem (são mortos) em Portugal.
E não duvidem que num futuro não muito longínquo, todos nós do ainda “do lado de cá da fronteira”, receberemos junto com uma nova carta de identidade e nacionalidade, uma nova “tarjeta” de eleitores para que possamos votar e eleger um novo governo, não o de Lisboa mas sim o de Madrid. E em tudo isto os nossos políticos pactuam enquanto nós, “Zé Povinho”, dormimos. Só espero que para todos nós o acordar não seja um grande pesadelo.
Claro que há “milhentos” casos (reais) que poderia aqui citar mas se estes já fazem reflectir, só tenho vontade de gritar pela Padeira de Aljubarrota para que cá volte e com a sua enérgica pá e enfie dentro do forno não só os castelhanos como também os traidores da ainda nossa Pátria.
Obs: publicado por mim, mas escrito por um Português com sangue lusitano nas veias.

sexta-feira, 23 de março de 2007

"Quanto mais vivo menos conheço a humanidade"


Sou uma pessoa que procura ser amiga de quem é minha amiga e, confesso, aprecio sinceramente cada pequeno sinal de manifestação dessa amizade, imaterial ou material, não pelo valor concreto que as manifestações materiais possam ter, mas pelo que representam no plano imaterial… Mas que há manifestações e manifestações, ai isso há.

Há uns anos, uma pessoa a quem considerava amiga, originária de uma aldeia transmontana próxima de Mirandela, no regresso de mais uma viagem às origens, perguntou-me se gostava de alheiras. Explicou-me a minha amiga que por aquela altura do ano, era habitual juntarem-se todas as irmãs (eram cinco, creio eu) na aldeia de onde era proveniente, para fazerem alheiras em quantidade suficiente para durarem para todo o ano e, assim sendo, se eu gostasse, teria todo o gosto em dar-me umas quantas.

Já era habitual a minha amiga presentear-me com produtos feitos na sua aldeia de Víboras, sempre que lá ia – folar, por altura da Páscoa, por exemplo, mas era sempre duro, eu pensava até então que seria da viagem. Pela minha parte, fico sempre contente com o que me dão, e então sorria com sinceridade e ficava muito sensibilizada. Quem oferece é porque o faz com carinho e é essa manifestação de carinho que me faz ficar contente pelas ofertas. No caso das alheiras, confesso-me uma apreciadora, apesar de sempre que as como me pesar na alma o mal que sei que elas fazem …

Apesar do hábito das ofertas, nunca a minha amiga me tinha dado alheiras até à altura. Confrontada com a oferta, ainda lhe disse que não havia necessidade de se incomodar, na expectativa de que a oferta não se concretizasse e evitasse eu, desse modo, um mais que certo ataque ao meu colesterol.

A verdade é que, passados uns dias sobre esta conversa, lá se apresentou no escritório com um enorme saco de alheiras. Eu fiquei um pouco preocupada pois penso que não se podem congelar alheiras e aquilo para mim era muita coisa. Lá passei, a partir daí, a comer alheira duas vezes por semana. Comia-as eu em parceria com a minha sobrinha, na altura com 5 anos, mas já grande apreciadora das ditas. Um dia estava, deliciada, a comer das ofertadas alheiras quando, de repente, senti algo a espetar-se no céu da boca. "Mas isto é confeccionado com carne, como aparece aqui uma espinha!", pensei eu. Saí da mesa a correr, para a casa de banho para ver se percebia o que se tinha espetado no céu da boca. A dor sentida era muito grande, insuportável, mesmo. Depois de algumas tentativas, consegui tirar o objecto e fiquei siderada quando vi o que era: uma agulha! Não será preciso dizer, mas claro que fiquei bastante ferida e dorida, e levei alguns dias a recuperar do incidente.

Poucos dias depois apareceu a senhora no escritório e lá perguntou se eu estava a gostar das alheiras. Eu numa atitude quase envergonhada, contei-lhe que uma alheira trazia uma agulha e comentei que ainda bem que me tinha saído a mim, porque se tivesse saído à minha sobrinha a situação podia ter sido em mais séria. Para meu completo espanto, ela deu um ai de satisfação e disse: "ainda bem que já apareceu a agulha". De imediato, sem dizer mais, toca de pegar no telemóvel, e marcou um número e toca de dar a boa nova a quem estava do outro lado: " Podeis comer à vontade, já apareceu!". Concluída a conversa telefónica, acabou por me confessar: "sabe nós quando estávamos a fazer as alheiras perdemos uma agulha. Andávamos a comer a medo!" Assim, ainda bem que já apareceu, agora já podemos comer mais descansadas!".
Todas estas dádivas tinham como objectivo pagar trabalhos que eu fazia para a senhora sem cobrar qualquer pagamento: Como seja fazia-lhe a contabilidade escrevia cartas para fornecedores e clientes dessa Senhora.


Mas a vida é assim.
Beijinhos para todos

segunda-feira, 19 de março de 2007

A longa caminhada!...


O envelhecimento humano é um processo natural. Podemos dizer que envelhecer permite estar vivo muito tempo, o que abre perspectivas de vida mais alargada às gerações mais jovens.

O envelhecimento da população revela-se, deste modo, como uma tendência positiva que está intimamente ligada à maior eficácia das medidas preventivas em saúde, ao progresso da ciência no combate à doença, a uma melhor intervenção no meio ambiente e, sobretudo, à consciencialização progressiva de que somos os principais agentes da nossa própria saúde.

No entanto, as pessoas não envelhecem todas da mesma maneira. A par dos factores genéticos, que determinam muito do processo, há que realçar que não é igual envelhecer no feminino ou no masculino, sozinho ou no seio da família, casado, solteiro, viúvo ou divorciado, com filhos ou sem filhos, no meio urbano ou no meio rural, na faina do mar ou na intelectualidade das profissões culturais, no seu país de origem ou no estrangeiro, activo ou inactivo.

É a partir dos sessenta e cinco anos de vida, inscritos no bilhete de identidade, que, convencionalmente, as pessoas são consideradas idosas. Mas, a sociedade atribui-nos muitas idades: a idade cronológica, a idade biológica, a idade para andar, para tirar a carta de condução ou para a renovar, a idade da reforma. Temos também a idade que sentimos que temos e a idade que os outros vêem em nós.
Por Osvaldo Dias