domingo, 15 de abril de 2007

Que justiça?


A justiça é uma das áreas parada no tempo... até parece no tempo da outra senhora.
Três episódios curtos que dão que pensar...

1. Debate na RTP. Um Juiz Conselheiro do Supremo Tribunal de Justiça, fazendo aquele ar de menino ladino que sabe mais que os outros todos, diverte-se com o conceito que ele próprio refere ter praticado, de que as custas em processo de habeas corpus são pagas individualmente. No caso da petição pelo Sargento Luis Gomes, isso levaria 10,000 cidadãos a pagar 400 euros cada um. O Ilustre Juiz Conselheiro não cabia em si de contente, por tamanha descoberta.

2. O Supremo Tribunal de Justiça condenou recentemente o Público a indemnizar o Sporting, considerando como justificação que mesmo que a notícia fosse verdadeira, não havia interesse público em saber que o Sporting devia mais de 400,000 contos ao fisco. 32 anos depois do 25 de Abril, a justiça ainda tem problemas em lidar com a liberdade de imprensa!

3. A Notícias Magazine publicou uma notícia sobre um caso de adopção. O juiz visado considerou que a sua imagem saia prejudicada e processou a revista, invectivando jornalista e director com termos tão nobres como "estúpidos" e "mentecaptos". O tribunal, chamado a julgar, condenou a revista a indmenizar o pobre juiz. Para percebermos como este exemplo de corporativismo é tão escandaloso importa saber que até mesmo o Conselho Superior da Magistratura considerou a reportagem legítima e multou o juiz pelos impropérios dirigidos aos jornalistas.

Podíamos dar mais exemplos, mas estes são bem a imagem da justiça que temos e da forma como pensam e se comportam alguns dos seus protagonistas.

terça-feira, 10 de abril de 2007

A seguir á Páscoa, esta nem eu sabia!!!



Assim também me demito

Jorge Vasconcelos 'bateu com a porta'.
Mas o presidente da Entidade Reguladora do Serviços Energéticos (ERSE) não vai de 'mãos a abanar':vai receber 12 mil euros por mês até encontrar um novo emprego.

Vejam esta notícia em pormenor no Correio da Manhã …
O escândalo é óbvio. Mas vejamos mais pormenores.

O senhor Vasconcelos recebia 18 mil Euros mensais mais subsídio de férias, subsídio de Natal e ajudas de custo. 18 mil Euros, seriam mais de 3600 contos, ou sejam mais de 120 contos por dia.

O senhor Vasconcelos não foi despedido. Ele demitiu-se, (despediu-se por vontade própria) e fica a receber dois terços do ordenado durante dois anos, os tais 12 mil Euros por mês). Qual é o trabalhador que se despede e fica a receber seja o que for?

Além disso, "Questionado o Ministério da Economia, uma fonte oficial adiantou que o regime aplicado aos membros do conselho de administração da ERSE foi aprovado pela própria entidade ". E "De acordo com artigo 28 dos Estatutos da ERSE, os membros do conselho de administração estão sujeitos ao estatuto do gestor público em tudo o que não resultar dos presentes estatutos "".

Mais: "Jorge Vasconcelos foi presidente da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) desde a sua criação".

Ou seja, o senhor Vasconcelos e amigos criaram este esquema para eles próprios, tendo o estatuto de gestores públicos, excepto quando os seus próprios estatutos são ainda mais vantajosos (que é o caso quando se demitem do cargo).

E o que é a ERSE? "A missão da ERSE consiste em fazer cumprir as disposições legislativas para o sector energético". Mas para fazer cumprir a lei não basta o Governo, os Ministérios, os Tribunais, a Polícia, etc.?

"Após receber uma reclamação, a ERSE intervém através da mediação e da tentativa de conciliação das partes envolvidas. Antes, o consumidor tem de reclamar junto do prestador de serviço."

Ou seja, a ERSE não serve para nada. Ou serve apenas para gastar somas astronómicas com os seus administradores.

Aliás, antes da questão dos aumentos da electricidade, quem é que sabia que existia uma coisa chamada ERSE?

O senhor Vasconcelos demitiu-se porque não concorda que o Governo tenha decretado que a electricidade suba uns escandalosos 6% no próximo ano.

Ele e a sua ERSE tinha proposto uns ainda mais escandalosos 14,4%.

Certamente seria, entre outras coisas, para cobrir mais umas benesses dos administradores da ERSE.

Alguns comentários à notícia, no sítio do Correio da Manhã, na Internet:

Bem, o Senhor Primeiro Ministro deveria ter vergonha: pois tem alguém no desemprego que ganha mais que ele. Isto é mais uma das vergonhas deste desgraçado PAÍS. É certo que este Senhor tem valor.
Mas penso que não ganharia isto em nenhum outro país da EUROPA.

Viva Portugal, enquanto der que … quem puder.

Se a demissão implicasse passar a receber o rendimento mínimo ainda lá estava agarrado que nem lapa à rocha.

Ora aqui está um exemplo de um homem de coragem que não tem medo de perder o emprego. Nessas condições ninguém tem.

sábado, 7 de abril de 2007

Uma Páscoa Feliz


Hoje é Páscoa, é um dia de alegria!!! Para todos os que a sentem.
Como eu gostava, de ter todos aqueles que amo ao meu lado...
Até a ti que estás desse lado a ler o que escrevi.
Gostava de poder abraçar, todos os que fazem mover a minha existência terrena.
Gostava de poder dizer a todos, que existe sempre um amanhecer no meu e no teu coração, por muito negra que seja a vida, em cada amanhecer existe um renascer de novo.
Feliz dia e Páscoa

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Porque estamos na semana Santa


O ser humano hoje luta incessantemente pela sobrevivência. Pode ter certeza disso. A sobrevivência é um ato de sabedoria, e se pensarmos que a natureza está do nosso lado, é ter ciência de que ela nos controla e nos quer muito bem. Somos seus aliados, e ela, uma aliada poderosa. Somos imperfeitos por natureza, criados simples e “ignorantes”, temos que nos submeter aos cuidados de nossos pais, para crescermos e evoluirmos, e através da educação, do amor e da cultura, poderemos sair dessa condição malogrosa de “ignorantes”. O ser humano só deixará de ser “ignorante”, no dia em que tomar ciência da importância da vida e do amor pelo próximo. Praticar o bem sem olhar a quem! Se precisares de ajuda, nunca hesite. Procure sempre que um dia encontrarás. Mantenha-se na linha, procure fazer o bem sempre. A vida é tão valiosa para ser jogada a execração e submetê-la a violência! Se praticarmos o bem e o perdão, o bônus virá com certeza. Passar da perda para o ganho é inteligência, e deveremos executar de maneira simples, rápida e objetiva, usando uma forma corajosa e suave, se possível. Tudo depende de nós. Perder a sobrevivência é o primeiro caminho para a dor, para o sofrimento, pois Deus criou a vida para tirarmos bom proveito dela, isso no bom sentido, é claro. Os desencarnados, segundo a Doutrina "Espírita" são três vezes mais do que os encarnados. Temos no orbe terrestre mais de seis biliões de companheiros que lutam pela sobrevivência, uns mais outros menos. Aquele que não ama a vida tira a sua levando outras com ele, são considerados suicidas assassinos. Na guerra Irã versus Iraque, vimos muitos deles. A vida tem bons e maus momentos, faz parte do livre-arbítrio que o Pai maior nos ofereceu, sem ônus para nós, desde que a escolha seja sempre para o bem. O mal aniquila, traz sofrimentos, dores e conseqüentemente dizimarão a sobrevivência tão querida e amada por todos.
O sentimento faz parte do comportamento humano, mas nós podemos perdê-lo por momentos, e será natural não sentir coisa alguma, porém o somatório desses sentimentos trará atordoamentos, medo, angústia, ansiedade e depressões. As razões do sobreviver é conviver sadiamente, fora dos vícios e da violência que aniquilam e destroem. Os crimes hediondos deixam-nos arrasados, massacrados, melancólicos, exauridos inferiorizados, abobalhados, desanimados, bem como os crimes de outras facetas. Lembrem-se de que: “todos os sentimentos fazem parte de um processo de cura, devemos aceitá-los, é difícil, mas não lute contra eles, pois a grande necessidade humana está na cura desses problemas suicidas. Só Deus proverá, se a vida nos deu, só Ele pode tirar. A nossa sobrevivência tem a participação Dele, mas precisamos da contribuição.

terça-feira, 27 de março de 2007

Alguém tem dúvidas!...


Portugueses...
Raça rara em vias (perigo) de extinção.
Não pensem que foi uma “lufada” de nacionalismo irracional que me levou a escrever este pequeno artigo, antes pelo contrário, é um pequeno alerta para uma realidade que quer queiramos quer não tem mais de real que de utópica.
Se não vejamos; mais de sessenta por cento da nossa economia exportatária está, e sempre em nível crescente, nas mãos de empresários espanhóis em que o único capital circulante em Portugal é o dos salários (parcos) a serem pagos aos trabalhadores e que em alguns casos, nas suas fichas de salários, já são tratados como “obreros”. O capital de retorno destas exportações são automaticamente dirigidos para os grandes bancos ibéricos nas praças de Madrid ou Barcelona.
Os sonhadores lusitanos que ainda não há muito tempo, lutavam para reaver a nossa Olivença, hoje, conscientes da realidade, já só lutam para defenderem as nossas areias porque as terras quase na sua totalidade pertencem aos nossos “hermanos” para conforto e alívio dos nossos políticos que com tudo isto pactuam. E se de um lado as terras virarão espanholas, as areias, tudo o mar levará e se assim for, o que nos restará?!...
Os nossos governantes, talvez mandatados pelo futuro poder de Madrid, fecham as nossas maternidades para que os nossos filhos já sejam natos espanhóis ao mesmo tempo que abundam o ainda nosso país, com clínicas “abortais” vindas do outro lado da antiga fronteira para que os pais tenham duas opções para os filhos que são; ou nascem em Espanha ou morrem (são mortos) em Portugal.
E não duvidem que num futuro não muito longínquo, todos nós do ainda “do lado de cá da fronteira”, receberemos junto com uma nova carta de identidade e nacionalidade, uma nova “tarjeta” de eleitores para que possamos votar e eleger um novo governo, não o de Lisboa mas sim o de Madrid. E em tudo isto os nossos políticos pactuam enquanto nós, “Zé Povinho”, dormimos. Só espero que para todos nós o acordar não seja um grande pesadelo.
Claro que há “milhentos” casos (reais) que poderia aqui citar mas se estes já fazem reflectir, só tenho vontade de gritar pela Padeira de Aljubarrota para que cá volte e com a sua enérgica pá e enfie dentro do forno não só os castelhanos como também os traidores da ainda nossa Pátria.
Obs: publicado por mim, mas escrito por um Português com sangue lusitano nas veias.