domingo, 16 de julho de 2006

O Gato


(A minha gata Preta, uma portista dorminhoca)


Vem cá, meu belo gato, aqui no meu regaço,

Guarda essas garras devagar,

E nos teus olhos de ágata e aço

Deixa-me aos poucos mergulhar.

Quando meus dedos cobrem de carícias

Tua cabeça e o dócil torso,

E minha mão se embriaga nas delícias

De afagar-te o eléctrico dorso,

Em sonho a vejo. Seu olhar, profundo

Como o teu, amável felino,

Qual dardo dilacera e fere fundo,

E, dos pés a cabeça, um fino

Ar subtil, um perfume que envenena

Envolvem-lhe a carne morena.



Autoria: Charles Baudelaire

quinta-feira, 13 de julho de 2006

É verão vamos brincar!

A mulher não traí...Vinga-se

VINGANÇA FEMININA 1:

Um homem gozava sempre a sua mulher que era loira. Um dia, ele passou na
casa de amigos para que eles o acompanhassem até o aeroporto,
porque a mulher ia viajar. Como sempre gozava com ela, ele disse na
frente de
todo o grupo:
- Amor, traz uma francesinha de Paris pra mim?
Ela abaixou a cabeça e embarcou muito chateada. A mulher passou quinze
dias na França. O marido pediu aos amigos que o acompanhassem novamente
ao aeroporto. Ao chegar lá, ele perguntou á mulher:
- Amor, trouxes-te a minha francesinha?
Ela disse:
- Eu fiz o possível. Agora só tens de rezar para nascer menina!



VINGANÇA FEMININA 2:

Um casal está passear pela praia, ela pede para que ele lhe compre um
biquíni.
- Com esse corpo de máquina de lavar? Nem pensar!
Continuam a caminhar, e ela insiste:
- Bom, então compras-me um vestido? Ele responde:
- Com esse corpo de máquina de lavar? Nem pensar!!
Passa o dia... À noite, já na cama, o marido vira-se para a esposa e
pergunta-lhe:
- E aí, mulher? Vamos botar a máquina de lavar a funcionar?
A mulher, com ar de desprezo, responde:
- Para lavar só esse pedacinho de pano?
Ah...! Lava à mão mesmo, que dá menos trabalho!


VINGANÇA FEMININA 3:

A velhinha pergunta para o marido moribundo:
- Meu bem, depois de 40 anos de casado, satisfaz-me uma curiosidade.
Já me trais-te alguma vez?
- Sim, querida! Uma única vez! Lembras-te quando eu trabalhava na
Nestlé,e tinha uma secretária chamada Margarida?
- Sim, lembro!
- Pois é, aquele corpo já foi todinho meu!
E após alguns segundos, ele pergunta:
- E tu, minha velha, já me traiste alguma vez?
- Sim, meu bem! Uma única vez! Lembras-te quando a gente morava na Vila
Andrade, em frente ao Corpo de Bombeiros?
- Sim... Lembro-me! - responde o moribundo.
- Pois é... Aquele corpo já foi todinho meu!



VINGANÇA FEMININA 4:

O marido estava no seu leito de morte e chamou a mulher. Com voz rouca
e já fraca, disse-lhe:
- Meu bem... Chega-te para mais perto... Eu quero fazer-te uma confissão!
- Não, não - respondeu a mulher. - Sossega aí. Tu não te podes esforçar.
- Mas mulher - insistiu o marido.
- Eu preciso de morrer...em paz!Eu quero confessar-te uma coisa!
- Está bem, está bem! Podes falar!
- É o seguinte... Eu fiz amor... Com a tua irmã... Com a tua mãe
e....Com a tua melhor amiga!
- Eu sei, eu sei - disse e mulher.
- Foi por isso que eu te envenenei, meu amor...!

NUNCA SUBESTIME AS MULHERES!

domingo, 9 de julho de 2006

O Relógio


Dali

O Relógio
Vinícius de Moraes/Paulo Soledade


Passa tempo, tic-tac

Tic-tac, passa hora
Chega logo, tic-tac
Tic-tac, vai-te embora
Passa, tempo
Bem depressa
Não atrasa
Não demora
Que já estou
Muito cansado
E já perdi toda alegria
De fazer meu tic-tac
Dia e noite
Noite e dia
Tic-tac
Tic-tac
Dia e noite
Noite e dia

quinta-feira, 6 de julho de 2006

Banda larga... e largos custos..


A entrada dos clientes de banda larga


Foi noticia recente a “conclusão” da cobertura de todo o país em banda larga, com a ligação da última central da PT, coincidentemente ou talvez não, localizada em Canhestros, Ferreira do Alentejo. Como não podia deixar de ser, o primeiro ministro, presente, exultou com o sucedido, comparando a importância da banda larga ao da electricidade nos séculos XVIII e XIX.

Apesar de não partilhar o primo-ministerial exagero relativamente à comparação entre electricidade e banda larga, é positivo saber que até mesmo os cidadãos da remota Ferreira do Alentejo já podem entusiasmar-se com as delícias da Internet: passar horas em chats para combater a solidão, enviar emails para todo o mundo, falar no Messenger com a vizinha do lado, entregar o IRS pela net, ou até, quem sabe, receber a mais pura e actualizada informação de lugares tão interessantes como o portal do governo ou o sítio da Assembleia da República. Ainda mais interessante é que o possam fazer a velocidades de banda larga e a custos reduzidos.

Esperem aí, eu escrevi "a custos reduzidos"? Peço que me desculpem, deixei-me levar pelo entusiasmo do próprio primeiro ministro, e do seu ilustre ajudante, o ministro das Obras Públicas, Transportes e Comunicações (sim, é esse mesmo em que estão a pensar, o nosso auto-intitulado grande iberista). Sim, porque os cidadãos servidos pela tecnologicamente retocada central de Canhestros, estão sujeitos às canhestras tabelas de preços do operador público de telecomunicações, que obriga a que para aceder a velocidades de 512 Kb (uma das mais estreitas velocidades da larga banda), tenham de desembolsar 40 euros, dos quais 15 são o aluguer mensal da linha da PT), enquanto nas áreas servidas pelos operadores privados, conseguem-se acessos a velocidades bem mais altas a preços consideravelmente mais baixos – 30 euros por 4 Mbit).

Será que custa muito a perceber que, num país como o nosso, se é importante que exista a possibilidade tecnológica do acesso em banda larga, o custo desse acesso desempenha um papel importante na respectiva massificação? Em lugar de louvar o operador público, cujas contas registam pesados lucros, o governo prestaria um enorme serviço à generalização do acesso à Internet em banda larga se combatesse, por via do público regulador do sector, a Anacom, as estratégias da PT para manter artificialmente alto o custo desse acesso? Não se choca o governo por um operador privado oferecer um custo 25% inferior ao do operador público de telecomunicações e em condições tecnologicamente mais favoráveis?!!

Obrigar o operador incumbente a universalizar o acesso por via da redução de custos seria uma medida sensata, pelo menos tão importante como a generalização da possibilidade tecnológica de todos termos banda larga. Custa, assim, a perceber porque não é isso feito. Além do mais, a publicitação de tal medida daria uma bonita sessão propagandística, com grande cobertura mediática e com a satisfação de todos os que ainda estão sujeitos à tirania do operador público.

segunda-feira, 3 de julho de 2006

Sei que ainda vou voltar



Chico Buarque e Tom Jobim -Sabiá